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Operação prende mais 7 envolvidos em ataques a provedoras de internet no Ceará

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Polícia Militar do Ceará (PMCE) deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (27), a terceira fase da Operação Strike. Intitulada de “Dynamus”, a ação visa o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de grupos criminosos responsáveis por crimes contra empresas provedoras de internet, no município de Caridade, no Interior Ceará. Até o momento, sete pessoas já foram capturadas pelas equipes

As ações são coordenadas pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI Norte) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Publico do Estado do Ceará (Gaeco). Ao longo do dia, novas informações serão divulgadas pela PCCE e PMCE.

OPERAÇÃO

Iniciada ainda no dia 12 de março, a Operação Strike já capturou mais de 40 suspeitos de envolvimento com os ataques a empresas de internet no estado do Ceará e a funcionários, a fim de criar um comércio ilegal de provedores. Desde o final de fevereiro, diversos ataques resultaram na suspensão de serviços, como visitas técnicas e o próprio fornecimento de internet, devido à violência dos grupos criminosos.

Na fase anterior, a Operação buscou capturar os líderes dos grupos criminosos, bem como bloquear patrimônios obtidos ilegalmente, como imóveis, veículos e contas bancárias.

Na última quarta-feira (26), o senador Eduardo Girão (Novo) pediu que o Governo Federal intervenha na segurança pública do Ceará. Em pronunciamento no Senado, o parlamentar falou sobre a insegurança que assola o Estado e afirmou que a população cearense já não acredita mais na capacidade do Governo do Ceará para protegê-la. “Se o estado não cumpre sua função, a união deve intervir”, pontuou Girão.

EMPRESÁRIOS

O governador Elmano de Freitas (PT) declarou a existência de envolvimento entre empresários e membros de facção nos ataques, e pontuou que o Governo já possui conhecimento dos nomes dos empresários e das empresas que podem estar envolvidos com organizações criminosas no Estado. Além disso, o chefe do Executivo estadual frisou para a importância de as investigações serem realizadas de forma justa.

“Fundamentalmente, a ação é contra a organização criminosa. Tem empresário sendo ameaçado e extorquido, então, temos que ter muito cuidado para separar muito bem e não acusar alguém injustamente”, disse.

“Temos que provar que a pessoa está envolvida. Não podemos ser irresponsáveis. Temos que ter a responsabilidade de apresentar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário que a pessoa está envolvida. Isso que vamos fazer”, afirmou. Conforme Elmano, os empresários e as empresas envolvidas serão divulgadas quando as provas forem apresentadas.