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Fortaleza é a cidade do Nordeste mais influente em conexões empresariais, mostra IBGE

Foto: Francisco Fontenele/Prefeitura de Fortaleza

Fortaleza é a cidade mais influente do Nordeste quando o assunto é conexões empresariais fortes, conforme a pesquisa Gestão do Território 2024, divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o balanço, mais da metade dos municípios cearenses são considerados centros de gestão do território. O estudo traz aspectos sobre a Gestão Empresarial, com enfoque para os municípios com atividades empresariais que atuam de forma articulada a outros municípios.

A capital cearense aparece na sétima posição do ranking nacional de intensidade (no nível 3) das ligações empresariais, com 11.553 ligações. Nesse nível, o terceiro de centralidade, o Município apresenta atuação regional em algumas instituições, combinada com alcance mais restrito nas demais.

Fortaleza também está entre os 10 no ranking nacional dos principais centros de gestão pública, que identifica as redes hierárquicas de gestão de uma série de instituições públicas com unidades descentralizadas, em níveis federal e estadual.

CIDADES MAIS INFLUENTES (GESTÃO EMPRESARIAL)

  1. São Paulo (SP)
  2. Rio de Janeiro (RJ)
  3. Brasília (DF)
  4. Belo Horizonte (MG)
  5. Curitiba (PR)
  6. Porto Alegre (RS)
  7. Fortaleza (CE)
  8. Campinas (SP)
  9. Barueri (SP)
  10. Recife (PE)

CIDADES MAIS INFLUENTES (GESTÃO PÚBLICA)

  1. Brasília (DF)
  2. Rio de Janeiro (RJ)
  3. São Paulo (SP)
  4. Recife (PE)
  5. Belo Horizonte (MG)
  6. Porto Alegre (RS)
  7. Curitiba (PR)
  8. Fortaleza (CE)
  9. Salvador (BA)
  10. Belém (PA)
  11. Florianópolis (SC)

Em relação à centralidade de gestão do território, Fortaleza aparece no nível 2, quando nota-se a presença de Municípios em todas as Grandes Regiões, em todos os níveis de gestão do território.

NACIONAL

Em 2024, conforme o estudo, apenas 39,1% dos municípios brasileiros se qualificavam como Centros de Gestão do Território (2.176 municípios), total ligeiramente inferior aos 39,6% (2.204 municípios) identificados há 10 anos, em 2014. São Paulo permanece no topo da gestão, seguido de Brasília e do Rio de Janeiro, que também mantiveram suas posições no ranking nacional. O resultado demonstra o papel de comando que os três municípios exercem na rede urbana brasileira, tanto do ponto de vista empresarial quanto do da gestão pública. Itajaí, em Santa Catarina, é o município de maior destaque entre os que não são capitais nem pertencem a uma metrópole.

De acordo com Marcelo Motta, gerente da pesquisa, as informações são importantes para identificar os centros urbanos que concentram a capacidade de comando e controle do país e para compreender como as diferentes cidades e regiões se articulam por meio de redes de gestão do território. “Os relacionamentos a distância dos agentes econômicos e políticos ajudam a definir o papel das cidades. De um lado, o Estado, através de seus organismos públicos, atende a população, levanta dados, recolhe tributos, executa políticas públicas. De outro, as empresas que, para garantirem lucratividade, vão ter suas estratégias particulares de atuação e de organização no espaço”.

ASSALARIADOS

A pesquisa também mede o porte das ligações empresariais entre municípios pelo número de assalariados externos ao município da sede da empresa. Para isso, a pesquisa levantou o total de empregados que trabalham em estabelecimentos (fábrica, loja varejista, agência bancária etc.) de uma empresa cuja sede social está localizada em um município diferente. Fortaleza aparece na 6ª posição (1ª no Nordeste).

Em 2021, São Paulo foi o município com o maior número de assalariados externos (1.855.722), o que significa um crescimento de 17,4% em relação a 2012. Dentre os 10 municípios que lideraram esse quesito, o Rio de Janeiro  ficou em segundo lugar, com 486.696 assalariados externos, seguido por Brasília, com 315.047.

Entre as cidades que mais apresentaram crescimento relativo do número de assalariados externos, Itajaí (SC) se destaca, por seu setor industrial e pelo polo naval/portuário. Além disso, o município reúne um número significativo de sedes e filiais de empresas multilocalizadas, superando o quantitativo de capitais estaduais como Belém, Manaus e Cuiabá.