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Após pedido de vista, STF suspende julgamento da deputada Carla Zambelli

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta segunda-feira (24), o julgamento virtual que vai decidir sobre a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. A paralisação ocorreu em função de um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Não há data para a retomada do julgamento.

Em agosto de 2023, Carla Zambelli virou ré no STF pelo episódio em que ela sacou uma pistola e perseguiu o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após a parlamentar e o comunicador trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, na cidade de São Paulo.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal registrou placar de 5 votos a 0 para condenar a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Os ministros que votaram pela condenação também se manifestaram pela perda do mandato em função da condenação criminal. Faltam os votos de seis ministros.

Os ministros que já votaram seguiram o entendimento do relator, Gilmar Mendes, para quem a reação armada diante de ofensas não encontra amparo no Estado Democrático de Direito.

“Ao adentrar no estabelecimento comercial com a arma em punho apontada para Luan, determinando repetidas vezes que o mesmo deitasse no chão, a ré claramente forçou-o a fazer ato contrário à sua vontade, utilizando-se da arma de fogo para subjugá-lo, mediante grave ameaça, restringindo sua liberdade momentaneamente”, afirmou Mendes.

Os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin seguiram o relator.

DEFESA

Defensor da deputada, Daniel Bialski, declarou, por meio de nota, que a defesa não conseguiu fazer sustentação oral no julgamento. “O pedido sequer foi analisado pelo relator [Alexandre de Moraes]”, frisa. Para o advogado, houve cerceamento de defesa.

Essa seria a melhor oportunidade de evidenciar que as premissas colocadas no voto proferido estão equivocadas. Esse direito do advogado não pode ser substituído por vídeo enviado – cuja certeza de visualização pelos julgadores inexiste. Mas, apesar desse cerceamento da defesa, foram ainda enviados e despachados memoriais com os ministros para motivá-los a ter vistas e examinar minuciosamente os autos”, declarou o advogado da deputada federal Carla Zambelli.

Com informações da Agência Brasil.