Menu

Elmano descarta reaproximação com Ciro e não vê como ameaça crescimento do PSB no Ceará

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), considera inviável uma reaproximação política com o grupo liderado por Ciro Gomes (PDT). O gestor concedeu entrevista à jornalista Laísa Dall’agnol, da Revista Veja, publicada na última sexta-feira (21), e ressaltou que as declarações de Ciro sobre o PT e membros de destaque da legenda impossibilitam uma aliança para as eleições do próximo ano.

“A postura que o Ciro tem hoje em relação ao PT, em especial ao presidente Lula e ao ministro Camilo Santana, é inaceitável e inviabiliza termos um relacionamento politico positivo. O posicionamento dele falta com a verdade e é completamente desvinculado da realidade, seja no Estado, seja no País”, disse Elmano de Freitas.

O chefe do Poder Executivo do Ceará lembrou que o desempenho do grupo político de Ciro Gomes no pleito municipal do ano passado foi abaixo do projeto pelo grupo político. “O grupo político que Ciro expressa não elegeu praticamente nenhum prefeito. A população está dando um recado claro para ele“, disse.

CID GOMES

Em relação ao irmão de Ciro, o senador Cid Gomes (PSB), Elmano diz acreditar na parceria. Questionado sobre o crescimento do PSB no Estado, que elegeu a maioria dos prefeitos cearenses, Elmano de Freitas não vê isso como uma ameaça ao PT, eleitoralmente falando. O governador destacou que foi construída um coalização ampla em torno da gestão, com, além do PSB, PP, Republicanos, MDB (partido da vice-governadora Jade Romero) e PSD (da vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar).

“Queremos que esse arco de alianças possa se manter. Temos a leitura de que a disputa da sociedade brasileira não é de um partido de centro-esquerda contra um partido da esquerda. A disputa é de um campo democrático contra uma força de forte viés fascista e ditatorial, que é o bolsonarismo“, destacou o governador do Ceará.

Elmano de Freitas falou ainda sobre a necessidade de o PT sair da bolha e mostrar à sociedade o perigo que a extrema-direita representa à democracia no Brasil e no mundo. Ele citou que extremistas de direita tinham plano para matar o presidente lula, o vice Geraldo Alckmin é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e, em 2022, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Isso demonstra o tipo de força política queque estamos enfrentando. Portanto, o PT precisa de deixar de falar apenas para a sua bolha e falar para a sociedade como um todo. O projeto de transformação do Brasil ocorre com esse conjunto de forças mais amplo”, afirmou Elmano.