Nesta quarta-feira (19), professores, estudantes, servidores técnico-administrativos, integrantes do cadastro de reserva da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da Fundação Regional da Saúde (Funsaúde-CE) realizam um ato público de protesto durante a inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC).
Segundo os organizadores da manifestação, o ato objetiva denunciar as condições atuais da Uece e criticar a mudança de gestão do HUC para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), uma organização terceirizada.
Durante o ato, os manifestantes entregarão uma carta com reivindicações ao presidente Lula (PT) e ao governador Elmano de Freitas (PT). O documento aborda questões como a falta de professores, a lentidão nos processos de ascensão funcional, defasagem salarial, políticas de permanência estudantil e convocação dos concursados aprovados que estão no cadastro de reserva. Além de reivindicar uma gestão pública que respeite a autonomia universitária da Uece.
A carta elaborada pelas entidades reúne as principais demandas da comunidade universitária, incluindo a convocação imediata dos integrantes do cadastro de reserva; aceleração dos processos de ascensão funcional docente; ampliação da infraestrutura universitária, com mais restaurantes e políticas de permanência estudantil; gestão pública para o HUC, respeitando a autonomia da Uece e reestruturação do PCCV dos servidores técnico-administrativo.
LUTA ANTIGA
Em 2024, os professores da Uece entraram em greve e reivindicaram a resolução da carência de 482 docentes na universidade. No acordo para encerrar o movimento, foi garantida a convocação de 35 integrantes do cadastro de reserva e a ampliação desse número nos anos seguintes. No entanto, a falta de um projeto de lei (PL) para viabilizar as convocações impede o cumprimento do acordo.
O acordo também previa a resolução dos processos de ascensão funcional docente, que ainda avançam a passos lentos. A lei (347/2025), aprovada em fevereiro, transferiu a gestão do HUC para o ISGH, uma organização terceirizada. O movimento critica essa decisão e defende um hospital universitário da Uece com uma gestão pública que utilize os profissionais aprovados no último concurso da Funsaúde.
