O deputado estadual Felipe Mota defendeu o protagonismo do União Brasil – partido ao qual é filiado – na construção de chapas do grupo oposicionista nas Eleições Gerais de 2026. Ao OPINIÃO CE, o parlamentar afirmou que a sigla é maior que o PL no Estado. “Somos humildes, temos quadros. Somos maiores que o PL no Estado, temos quatro federais e quatro estaduais, então é questão de lógica”, disse.
Para o próximo ano, além da candidatura ao Governo do Estado, a oposição discute nomes para duas vagas que estarão em disputa no Senado. Parte dos oposicionistas, no entanto, demonstra receio ao posicionamento a ser tomado pelo PL, que ameaça construir candidaturas únicas.
Como completou Mota, o seu interesse e da Presidência do União Brasil no Ceará, do ex-deputado federal Capitão Wagner, é de que as conversas devam ocorrer “em uma mesa redonda”, em que “ninguém fica na cabeceira”. “Precisamos chegar a um consenso. Se for do PL, do União Brasil, do PP, do Novo, estou dentro. O importante é que façamos uma conversação integrada”, afirmou. O deputado disse ainda que Wagner, na condição de líder da legenda, “não é problema”, já que também é “um homem de unidade”.
“Está para discutir e colocar, nas mesas de discussões, as conversações”.
Como apurou o OPINIÃO CE, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PDT), pode estar de malas prontas ao PP, em uma nova configuração para o partido no Estado, que atualmente é da base de Elmano de Freitas (PT). Em Brasília, União Brasil e PP discutem uma possível Federação, com a fusão das duas siglas. Uma reunião sobre o assunto deve ocorrer nesta terça-feira (18). No PP, caso seja confirmada a Federação, RC poderia ser candidato ao Governo do Ceará.
CHAPA DA OPOSIÇÃO PARA 2026
Para o Governo do Estado, o deputado estadual ressaltou que, caso a oposição siga o entendimento de uma candidatura conjunta, o nome será escolhido, após as conversas entre os partidos, depois da realização de pesquisas internas para saber quem tem “melhor impulso no voto” e “menor rejeição”. “Tudo isso precisa ser analisado para não tomarmos nenhuma decisão e depois prejudicarmos diversos correligionários no Interior e na Capital”, completou.
Já para o Senado, Mota destacou que, apesar do interesse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em aumentar o número de parlamentares do PL na Casa, o União Brasil possui nomes para lançar. “Bolsonaro gostaria que o PL tivesse um maior número de senadores. Essa estratégia eles estão trabalhando. Nós também temos a nossa”, frisou.
“Podemos [União Brasil] ter candidatos a governador, ao Senado, podemos sair com candidatura e, lá na frente, quem for para o segundo turno, um apoia o outro. Tudo isso são fatos que vão surgindo e vão somando”, disse.
A vontade do parlamentar, como acrescentou ele, no entanto, era de que as candidaturas fossem lançadas com “todos juntos”. “As candidaturas de toda a oposição, com governador, vice, duas vagas para o Senado e quatro suplências. Se conseguirmos construir isso, temos total condição de entregar, à população cearense, um projeto de mudança na segurança, saúde, desenvolvimento econômico e diminuição de impostos”, finalizou.
