Marcado pelas quarentenas, pelo uso de máscaras e álcool em gel, além dos milhões de mortes, o período de pandemia começou há cinco anos, no dia 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a crise causada pelo coronavírus. Afetando todos os aspectos da vida cotidiana, a pandemia sobrecarregou os sistemas de saúde, prejudicou a economia e até modificou as formas de consumo, além dos métodos de estudo e trabalho, com a prevalência do home office.
No mundo, foram mais de 695 milhões de casos confirmados, resultando em cerca de 7 milhões de mortes. Conforme o Ministério da Saúde, foram registrados 39,2 milhões de casos de covid-19 no Brasil, levando ao óbito 714.736 pessoas. No Ceará, o número de casos acumulados é de 1.536.345, resultando em 28.215 mortes.
Atualmente, o Brasil possui o menor número de casos e mortes por Covid-19 desde 2020. Até o dia 25 de fevereiro, foram identificados 130.507 casos e 664 mortes pelo coronavírus. Em 2024, as secretarias estaduais de saúde notificaram 862.680 casos, o que indica uma redução de 54,1% em comparação com 2023, quando foram registrados 1.879.583 casos. Já comparando com 2022, quando houve 14.043.760 casos notificados, a diminuição foi de 93,8%.
HISTÓRICO
A pandemia de coronavírus teve diversas fases, com o surgimento de novas variantes, a determinação de lockdown e a chegada das vacinas. Em 31 de dezembro de 2019, a OMS recebeu o primeiro alerta sobre a doença “de origem desconhecida” em Wuhan, na China. No final de janeiro, a OMS declarou o surto da doença como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Após o crescimento de casos, as autoridades chinesas confirmaram que os casos recentes de pneumonia se tratavam de um novo vírus, que, no dia 11 de fevereiro de 2020, recebeu o nome de Sars-CoV-2.
Em 26 de fevereiro do mesmo ano, o primeiro caso da doença no Brasil foi confirmado em um homem de 61 anos que havia viajado para a Itália, um dos países mais afetados pelo vírus na época. No dia 11 de março de 2020, a covid-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia, ou seja, uma doença que causa surtos simultâneos em diversos países do mundo.
A partir dessa determinação, as nações começaram a organizar medidas de isolamento social, além de recomendar que as pessoas evitassem contato com outras para conter a disseminação do vírus. No dia 17 de março, foi registrada a primeira morte por covid-19 no Brasil. A vítima foi um homem de 62 anos que tinha histórico de diabete e hipertensão. Em junho de 2020, o Brasil se tornou o país líder na média diária de mortes, com 7.197 óbitos em sete dias.
Fortaleza foi a segunda capital brasileira a decretar lockdown, que consiste em medidas mais restritivas de distanciamento. Inicialmente, foi determinado um período de 15 dias de isolamento, permitindo a circulação de pessoas apenas para comprar alimentos, produtos de limpeza e medicamentos ou buscar atendimento médico de urgência. A determinação foi renovada a cada quinzena durante meses.
Com a marca de 1 milhão de mortes no mundo causadas pelo coronavírus, em setembro de 2020, os Estados Unidos e o Brasil seguiam como líderes em óbitos, concentrando 34% do total de mortes globais. O final de 2020 foi marcado pela aprovação das primeiras vacinas, fabricadas pela Pfizer, BioNTech e Moderna.
VACINAS E NOVAS VARIANTES
Em janeiro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Outros imunizantes, como AstraZeneca, Janssen e Pfizer, também foram aprovados. A primeira pessoa vacinada no Brasil foi a enfermeira Mônica Calazans. Com diversas etapas, levando em consideração a priorização de idosos e pessoas com comorbidades, a população brasileira começou a ser vacinada.
A pandemia também foi marcada pelo surgimento de diversas variantes do vírus, como a Alfa, que surgiu no Reino Unido, a Beta, originária da África do Sul, e a Gama, identificada no Brasil. Em 2021, a Delta, detectada na Índia, tornou-se uma das variantes mais dominantes no mundo, devido à sua alta transmissibilidade e maior severidade. Surgida na África do Sul, a variante Ômicron trouxe ainda mais preocupação por possuir 50 mutações.
Em maio de 2023, a OMS declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à covid-19.
CPI DA COVID-19
Foi instaurada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 em abril de 2021 pelo Senado Federal. Em seis meses de trabalho, a CPI colheu mais de 50 depoimentos, quebrou 251 sigilos, analisou 9,4 terabytes de documentos e realizou mais de 60 reuniões. O presidente da CPI foi o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Entre as temáticas discutidas pela comissão estavam a velocidade da vacinação no país e a conduta do presidente da época, Jair Bolsonaro (PL), durante a pandemia.
Também foram questionadas questões como o “tratamento precoce” com o uso da cloroquina e o tempo de compra das vacinas da Pfizer. Além disso, foram investigadas denúncias de irregularidades no preço de compra da Covaxin e outras temáticas. A CPI da pandemia foi encerrada em outubro de 2021, com 80 pedidos de indiciamento, incluindo o do presidente da época, Jair Bolsonaro (PL), dos ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga, entre outros nomes.
Para a prevenção e controle da doença, o Ministério da Saúde ressalta a importância de ações como:
- Vacinação;
- Testagem;
- Isolamento dos casos confirmados;
- Medidas não farmacológicas, como uso de máscaras, etiqueta respiratória, higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão;
- Ventilação, limpeza e desinfecção adequadas de ambientes;
- Protocolos de manejo clínico dos casos suspeitos.
