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Chagas Vieira rebate acusações da oposição a Elmano sobre alta no preço dos alimentos

Foto: Reprodução/Instagram

O chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, em vídeo divulgado em suas redes sociais, rebateu acusações feitas por representantes da oposição ao Governo do Estado sobre a alta dos preços de produtos, em especial do ovo, nas últimas semanas. O titular mencionou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e o deputado estadual e presidente do PL no Ceará, Carmelo Neto (PL).

Em fala, o chefe da Casa Civil pontuou que os alimentos que vêm apresentando elevação nos preços, como o ovo, possuem tarifa de importação zerada no Ceará. O aumento, segundo ele, é decorrente de outras razões que não incluem medidas estaduais.

“Deixa eu fazer um alerta para algumas mentiras que estão sendo contadas para tentar enganar você. Inclusive, vi ontem [10] um vídeo do presidente do PL aqui no Ceará e do atual bolsonarista, ex-prefeito de Fortaleza, ‘RC’, tentando acusar o Governo do Estado de ser o responsável pelo aumento dos preços dos alimentos. Eles não estão falando a verdade. Os principais itens da cesta básica aqui no Ceará têm o ICMS zerado. O ovo tem imposto zero e, assim como o ovo, tem o imposto zero o feijão, o milho, a farinha, os hortifrutigranjeiros, o frango, a carne de ovinos e caprinos, o leite, o queijo e tantos outros produtos”, destacou o titular da pasta em vídeo gravado em um supermercado.

Vieira também criticou os conteúdos de ambos os representantes da oposição e mencionou o aumento de preços de alguns alimentos e de combustíveis, como a gasolina, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“Ainda temos outros produtos que, mesmo não tento imposto zero, têm uma redução de 65% no ICMS, no caso do arroz e do café. Isso eles não te contam. Os alimentos estão caros, claro que estão caros, a gente está vendo que estão caros, mas por outras razões, inclusive razões que eles sabem que são tanto aqui do Brasil, como de fora”, complementou.

 

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A ALTAS DOS PREÇOS 

Conforme diretores da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a alta no preço dos ovos é uma situação sazonal, comum ao período anterior e durante a Quaresma, quando algumas comunidades cristãs se preparam para a Páscoa e as famílias costumam substituir o consumo de carnes vermelhas por ovos. Os gestores da ABPA citam o aumento nos custos de produção, como o preço do milho e das embalagens, e as temperaturas em níveis históricos, que impactam na produtividade das aves.

Para a entidade, o mercado deverá se normalizar até o final do período da Quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas. A ABPA lembrou que, embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% dos 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano.

O presidente da Feac, Amilcar Silveira, relaciona a alta de preços dos alimentos com o aumento do dólar. Devido aos insumos de produção serem exportados, o valor do alimento sofre influência do país americano. O cenário também contribui para que as taxas de juros sejam mais caras para o produtor. Segundo o presidente, atualmente, existem muito produtores em recuperação judicial devido à situação.

MEDIDAS

O presidente Lula (PT) afirmou, na última sexta-feira (7), que pode tomar medidas mais drásticas para baixar o custo dos alimentos aos consumidores e culpou os “atravessadores” pela alta do preço dos ovos no país. Entretanto, Lula não explicou que medidas seriam essas, ao falar sobre o assunto durante evento em Campo do Meio, no interior de Minas Gerais.

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo, que está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação e eu estou atrás [da explicação]”, disse Lula.

O presidente ressaltou que o governo quer encontrar uma solução pacífica. “Se a gente não encontrar, [a gente] vai ter de tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para a mesa do povo brasileiro”, afirmou, defendendo que também é preciso pagar um preço justo aos produtores.