Por meio da securitização de dívidas, o Governo do Ceará busca recuperar R$ 500 milhões de cerca de R$ 21 bilhões que o Estado tem a receber em diversos débitos. A medida será possível devido à lei aprovada em dezembro do ano passado que permite a venda de dívidas junto à estatal. A informação foi repassada pela diretora-presidente da Companhia de Participação e Gestão de Ativos do Ceará (CearaPar), Luiza Martins, em entrevista ao O POVO.
“Estamos confiantes com relação a isso e temos, pelo menos, R$ 500 milhões de recebíveis. Nós vamos criar uma carteira que seja bem diversificada, que tenha de tudo. Os créditos excelentes, os créditos médios e os créditos menores, porque interessa ao Estado também cobrar os créditos pequenos. Estamos agora no período de contratação na CearaPar de pressionar que façam essa análise da parte técnica”, disse a diretora-presidente da CearaPar, Luiza Martins, em entrevista ao O POVO.
A Securitização se trata de um processo em que o governo ou entidade transforma dívidas futuras em títulos financeiros que podem ser comercializados a investidores no mercado. Em relação ao Estado cearense, a CearaPar será a responsável por organizar e estruturar esses créditos. A operação financeira permite que o Estado receba o valor da dívida com base no parcelamento ou no montante negociado no momento da venda, enquanto a CearaPar recebe uma comissão sobre o valor final. Já os investidores compram o título por um valor menor do que o total da dívida, além de cobrar o valor integral ou parte dele, lucrando com a diferença.
Outra estratégia para alavancar a gestão de ativos do Estado é a venda de “naming rights” de equipamentos como estádios, museus, parques e a operação de loterias. O leilão de imóveis está no radar da CearaPar. Em dezembro do ano passado, houve uma tentativa de leiloar o Autódromo Internacional Virgílio Távora, localizado no Centro Eusébio.
