Menu

Barragem do Cocó: Cogerh diz que açude não tem nenhuma anomalia que comprometa sua estrutura

Em nota publicada nesta quarta-feira (5), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) – órgão estadual – informou que a Barragem do Rio Cocó, na Grande Fortaleza, permanece com três comportas totalmente abertas para evitar cheias nas comunidades próximas. No último fim de semana, a barragem chegou ao volume mais alto dos últimos 12 meses e gerou alerta para os riscos com o aumento das chuvas. Conforme a Cogerh, a abertura das comportas mantém o reservatório em seu volume de espera, ou seja, no menor nível possível, com o objetivo de reter as ondas de cheia durante o período chuvoso e liberar a água de forma controlada.

Conforme a Compahia, o açude não apresenta nenhuma anomalia que comprometa sua estrutura.

No último fim de semana, a barragem ultrapassou os 76% da capacidade. Desde 18 de março de 2024, o reservatório não chegava a um nível tão alto, quando marcou 69,4% de sua capacidade, de 3,54 hm³.

Em nota, a Cogerh explica que o principal objetivo do processo é amortecer cheias provenientes do escoamento dos principais rios da bacia hidrográfica – Rio Cocó e Rio Timbó – e seus afluentes. Projetado e construído pela Secretaria das Cidades, o barramento passou a ser operado e mantido pela Cogerh desde julho de 2017.

“Para garantir maior eficiência no controle de cheias, a Cogerh opera as três comportas de liberação de água para o rio, em alinhamento com a Defesa Civil Estadual e Municipal de Fortaleza, órgãos responsáveis pelo monitoramento de possíveis inundações na zona urbana da cidade”, disse, em nota.

Desde dezembro de 2024, as três comportas permanecem totalmente abertas. “Caso o volume de água recebido pelo reservatório ultrapasse sua capacidade de retenção, a barragem atingirá a cota do seu sangradouro, que é do tipo “soleira livre” – sem estrutura de controle –, permitindo que a vazão para o rio ocorra de forma natural e sem possibilidade de intervenção operacional”.

MONITORAMENTO

Durante a quadra chuvosa, que, no Ceará, acontece de fevereiro a maio, a Cogerh realiza o monitoramento do nível do reservatório três vezes ao dia (às 7h, 11h e 16h) e compartilha as informações em tempo real com órgãos públicos, como Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Sema), a Secretaria das Cidades, a Defesa Civil Estadual e Municipal, além de lideranças comunitárias da região. “É importante ressaltar que a Cogerh atua exclusivamente na manutenção, operação e monitoramento do reservatório, não sendo responsável pelo monitoramento ou atuação em ocorrências de enchentes. Esse acompanhamento é realizado pelos órgãos competentes, como a Defesa Civil”.