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Política de descentralização de ações e eventos será linha da gestão, diz titular da Secultfor

Descentralizar é “uma linha de gestão”, explica a secretária da Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE. O programa já está disponível no canal TV Opinião, no YouTube. À frente da Secultfor, a Prefeitura tem promovido um ciclo carnavalesco que movimenta polos culturais em todas as 12 regionais da cidade.

Segundo Helena, todas as ações da secretaria investirão na descentralização. A secretária antecipa que dialogará com as quadrilhas juninas, outra manifestação cultural de grande porte, para pensar em modelos que levem a arte tradicional a toda a cidade. “Os editais vão passar por isso, a política de fomento vai passar por isso e os eventos estruturantes também”, enumera.

Tudo “na medida do possível”, pontua Helena. Para ela, é preciso considerar a situação financeira do Município e a realidade dos territórios. “Não dá para pensar em ter um palco gigante em cada uma das 12 regionais. Seria incoerente falar em redução orçamentária e, ao mesmo tempo, provocar isso. Mas, dentro do possível, queremos levar esse tipo de estrutura a territórios que nunca tiveram. Isso também envolve avaliar se aquele local comporta um grande evento. Está pronto para receber 30 mil pessoas? No Conjunto Ceará, teve isso”, explica. A secretária faz referência a um dos shows de abertura do pré-carnaval, quando a cantora Solange Almeida se apresentou no bairro.

“Quero dialogar com os trabalhadores da cultura, percorrer a cidade. Só se pode dar respostas à cidade conhecendo-a. E ela é multifacetada”, destaca.

Helena Barbosa conhece de perto o mercado cultural. Desde os 14 anos, atua em diversas frentes, iniciando na produção até chegar à gestão pública. “Uma ação cultural nunca se encerra apenas no entretenimento e no lazer. Além da ampliação de repertório e vivências que o contato com a cultura proporciona, ela mobiliza, de forma direta, muita gente”, aponta.

A secretária chama atenção para os trabalhadores da cultura. “Não existe secretaria da cultura sem artista. Mas os trabalhadores da cultura incluem muito mais gente, de forma direta e indireta”, explica. O impacto está nas ruas: a economia do Carnaval movimenta um mercado plural, que vai do comércio de adereços a serviços como costura e maquiagem, além da venda de bebidas e alimentos.