Com a vitória do filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2025, diversas figuras políticas comemoram a vitória na produção brasileira. Além dessa categoria, o filme também concorreu na principal categoria como melhor filme. A atriz Fernanda Torres, que interpretou Eunice Paiva na produção, também disputava a estatueta de melhor atriz. Entre as mensagens, o sentimento de orgulho da vitória é o que prevalece, já que é a primeira vez que um filme brasileiro ganha na premiação estadunidense.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o orgulho do cinema, dos artistas brasileiros e da democracia, parabenizando a conquista da primeira estatueta para o Brasil. Apesar de não ter vencido na categoria que concorria, a atuação de Fernanda Torres também foi citada pelo presidente. “Querida Fernanda, você honrou o Brasil com sua brilhante atuação em ‘Ainda Estou Aqui’ e encantou o mundo todo vivendo a grande Eunice Paiva. Receba um abraço e um beijo carinhoso meu e da Janja”, publicou Lula.
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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT) também parabenizou o diretor Walter Salles e toda produção do filme, além de agradecer pela mensagem que o longa repassa. “Obrigado por essa obra que carrega um recado tão importante ao mundo: não esqueceremos. Ditadura nunca mais”. O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), também ressalta a importância de uma “produção brilhantes sobre o período mais sombrio de nossa história recente”. O governador Elmano de Freitas (PT) também se pronunciou sobre a conquista. “Vocês são motivo de muito orgulho para o Brasil”, disse
Destacando o feito histórico, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, comemora a conquista brasileira, além da consolidação do talento e da história do Brasil no cenário mundial. Em outra publicação, Aldigueri lamentou que a atriz Fernanda Torres não foi premiada, destacando que a performance dela “já entrou para a história”.
“Hoje, não fomos nós que deixamos de vencer, foi o Oscar que perdeu a oportunidade de premiar uma atriz excepcional em um filme extremamente necessário. A ausência da estatueta não diminui o impacto do trabalho de Fernanda Torres, nem o reconhecimento global que ela conquistou com sua entrega visceral e emocionante”, publicou o presidente da Alece.
O deputado federal José Guimarães (PT) também comemorou a vitória do filme brasileiro, evidenciando que o reconhecimento acontece “num momento em que ameaças fascista rondam o Brasil”. “a celebração da luta é da consolidação da nossa democracia, num momento em que ameaças fascista rondam o Brasil. Ao trazer os crimes da ditadura à memória de todos nós, o filme desperta nossas forças para garantirmos nossa democracia”, afirmou o deputado.
“Esse Oscar é vitória da memória e da verdade”, disse o vereador Gabriel Biologia (PSOL), relembrando que seu pai foi preso pelos militares no mesmo ano que Rubens Paiva. Ele ainda completa com “Sem anistia para golpistas”. A estatueta também foi celebrada por outras figuras, como o deputado estadual e presidente dos Direitos Humanos e Cidadania da Alece, Renato Roseno (PSOL) e o ex-prefeito José Sarto (PDT).
