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Comando Vermelho ataca equipamentos de internet no Complexo do Pecém

Na manhã desta quinta-feira (27), o ataque aos equipamentos dos provedores de internet prejudicou empresas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Foto: Divulgação/ Ascom Cipp

Nesta quinta-feira (27), bandidos ligados à facção criminosa Comendo Vermelho destruíram equipamentos dos provedores de internet no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Várias empresas que atuam na região ficaram desconectadas.

Algumas empresas ficaram totalmente sem internet, enquanto outras relataram problemas de falhas pontuais na conexão. A maioria das empresas comunicou os problemas com a conexão à Cipp SA, administradora do complexo, que confirmou o recebimento, porém não citou que a ação criminosa foi o motivo da falta de conexão.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou ao Opinião CE que tomadas de depoimentos e diligências são realizadas desde a manhã desta quinta-feira.

Ainda segundo a nota, a ofensiva foi desencadeada por equipes da Polícia Civil (PCCE), por meio do Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM) e da Delegacia Municipal de São Gonçalo do Amarante. O trabalho dos policiais civis recebe apoio da Polícia Militar (PMCE), por intermédio de composições do 23º Batalhão Policial Militar (23º BPM).

O inquérito policial sobre a ação criminosa desta quinta-feira já foi instaurado. Conforme a nota da SSPDS, mais detalhes não podem ser informados em virtude de as investigações estarem sob segredo de Justiça.

Desde o ano passado, a PCCE, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS, realiza investigações e diligências relacionadas à atuação de grupos criminosos contra empresas provedoras de internet.

Representantes das empresas provedoras de internet denunciam que membros de facções criminosas exigem receber metade dos valores recebidos pela prestação dos serviços prestados na região. Diante das negativas e denúncias feitas à Polícia Civil, os bandidos, em represália, passaram a atacar os equipamentos dos provedores, inclusive incendiando veículos.