Na madrugada deste sábado (22), completou um ano desde o atentado ao ônibus do Fortaleza. Na ocasião, entre os dias 21 e 22 de fevereiro, o veículo que carregava os jogadores e demais integrantes da delegação do Leão do Pici foi alvejado por membros de uma torcida organizada do Sport, após disputa entre os dois clubes na Arena de Pernambuco, na cidade de São Lourenço da Mata, pela Copa do Nordeste.
No atentado, o ônibus foi interceptado em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O veículo que levava os jogadores do Tricolor foi alvejado com pedradas e bombas, atingindo seis atletas que ficaram feridos e foram socorridos para um hospital particular do Recife. Segundo informações da Polícia Civil de Pernambuco, tratavam-se de membros da Torcida Jovem do Sport (TJS).
Na época, foram atingidos diretamente os atletas Titi, Brítez, João Ricardo, Sasha, Dudu e Escobar. Nas poltronas em que os jogadores estavam, foi possível ver manchas de sangue, paralelepípedos e bastante vidro, além das inúmeras janelas do ônibus que ficaram destruídas.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ofereceu denúncia contra os réus por seis tentativas de homicídio qualificado e associação criminosa, entre outros crimes previstos no Código Penal. De um total de 11 réus, oito estão em liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça. Outros dois não foram encontrados pela Justiça e, por isso, tiveram a prisão preventiva decretada.
O último integrante dos denunciados teve a prisão preventiva decretada porque não observou as medidas cautelares impostas no processo. Além disso, ele voltou a participar de episódios de violência envolvendo organizadas e foi preso no dia 1º de fevereiro, no mais recente caso de brigas entre torcidas em Pernambuco.
