O PSDB tenta costurar uma nova parceria no nível político-partidário para se manter relevante nos próximos anos. Para o próximo ano, o partido estava em tratativas com siglas como PSD e MDB na possibilidade de formar uma fusão. No entanto, as conversas com os partidos do centrão recuaram, como informou o presidente nacional dos tucanos, Marconi Perillo, ao O Globo. Ainda conforme o dirigente, o novo caminho deve ser uma fusão com partidos menores, como Podemos e Solidariedade.
Segundo ele, o objetivo de fazer fusão com partidos menores é para que a legenda possa “manter o seu programa e sua história”. A possível federação com PSD ou MDB vinha causando um racha interno, já que havia o receio de que as siglas iriam tomar a dianteira dos negócios partidários e colocar o PSDB em um processo de extinção.
As federações, instituídas pelo Congresso Nacional na Reforma Eleitoral de 2021, criam blocos de partidos que passam a funcionar de forma unificada em todo o País, por pelo menos quatro anos. Atualmente, o PSDB está federado com o Cidadania. A união, no entanto, vai ser descontinuada. Na última semana, o presidente nacional da legenda que foi incorporada aos tucanos, Comte Bittencourt, afirmou que o Cidadania não seguirá na fusão, sob a alegação de que estavam perdendo espaço.
De acordo com o dirigente, serão seguidos os prazos legais para o fim da fusão, ou seja, até abril de 2026. No entanto, pode haver uma solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o fim da federação seja antecipado. Segundo Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, o caso já está nas mãos do ministro André Mendonça, que deve levar a decisão ao plenário.
