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Lula vê 2025 como “ano da colheita” e reconhece necessidade de fortalecer comunicação 

O presidente Lula (PT) enfrenta, atualmente, a pior avaliação de sua história à frente do Palácio do Planalto. As últimas pesquisas apontam para aprovação abaixo dos 50% – 42% pela Paraná Pesquisas e 24% pela Datafolha. Neste sábado, em evento de comemoração dos 45 anos do PT, no Rio de Janeiro, o chefe de Estado afirmou que enfrenta mentiras de sua oposição e ressaltou que 2025 será o “ano da colheita” de suas ações à frente do Executivo. O petista reconheceu, no entanto, a necessidade de melhorar a comunicação do seu Governo.

Segundo Lula, neste primeiro biênio de seu terceiro Governo, foi possível fazer mais políticas de inclusão social do que nos oito anos que passou entre 2003 e 2010. “Lamentavelmente, não conseguimos fazer com que isso chegasse até vocês. Se não sabem, não tem como defender”, disse, direcionando a palavra aos petistas presentes na ocasião.

“Vamos terminar o mandato fazendo muito mais. Porque, senão, eu não teria voltado a ser presidente do Brasil. Esse ano é o ano da colheita. É preciso que tenhamos coragem de enfrentar fake news, não podemos receber mentiras e ficar divulgando. A internet permite que cada um de nós sejamos um soldado, combatente. Ninguém é necessário a ficar acompanhando a sandice que o povo fala”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente, nem os seus próprios ministros sabiam de algumas realizações do Governo. No início do ano, foi realizada uma reunião ministerial para alinhar as ações do Executivo. Para os próximos capítulos em Brasília, está prevista a possibilidade de uma nova onda de trocas nas pastas, visando oxigenar ministérios que, na avaliação do Governo, devem ser fortalecidos.

O petista também utilizou de seu momento de fala no evento realizado no Rio para tranquilizar os seus apoiadores sobre o acidente que sofreu no ano passado, em que teve que passar por uma cirurgia na cabeça. “Estou 100% curado”, disse. Ele continuou: “Estou mais vivo que nunca, mais forte que nunca, e quem quiser nos derrotar, terá que ir a um lugar onde a gente sabe debater, na rua, conversando com o povo, conversando com mulheres, homens, organizando as pessoas, porque a gente não veio de forma temporária, viemos para mudar a história do Brasil”, finalizou.

Para o próximo ano, o presidente é dado como certo pelos seus aliados para disputar a reeleição e tentar chegar ao seu quarto mandato como presidente do País. Pelo lado da oposição, a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela participação na tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023, dificultou ainda mais a possibilidade de Bolsonaro disputar o pleito. Ele já estava inelegível, em um processo que ainda cabe recurso, mas aliados tentam emplacar a PEC da Anistia no Congresso Nacional, que abriria a possibilidade do ex-chefe do Executivo participar do processo eleitoral.