O Ceará faturou, em 2024, R$ 17 bilhões com a indústria de alimentos. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), divulgados nesta quinta-feira (20). Em relação à exportação, o Estado comercializou com o exterior US$ 278 milhões (R$ 1,58 bilhão). O setor cearense fica atrás apenas do da Bahia (R$ 41 bilhões) e de Pernambuco (R$ 30 bilhões).
Além disso, houve um aumento no número de empresas abertas (1.411) e no de empregos diretos (51.107) no setor, de 16,67% e 8,51%, respectivamente.
Já o Brasil alcançou R$ 1,277 trilhão em 2024, um aumento de 9,98% em relação ao ano anterior. Isso representa 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Nacionalmente, a maior parte do faturamento, 72%, ou R$ 918 bilhões, foi proveniente do mercado interno; e 28% do comércio exterior (US$ 66,3 bilhões). Já as vendas em 2024 apresentaram expansão de 6,1% e a produção, de 3,2%, alcançando 283 milhões de toneladas de alimentos.
Conforme a Abia, a indústria de alimentos investiu, em 2024, aproximadamente R$ 40 bilhões. Do total, R$ 24,9 bilhões foram direcionados para inovações e R$ 13,80 bilhões para fusões e aquisições.
“A Abia reafirma o compromisso anunciado pela indústria de investir R$ 120 bilhões no período de 2023 a 2026. Só em 2023 e 2024, a indústria investiu R$ 74,7 bilhões, mais de 62% do projetado para o período. Com esses investimentos, o setor demonstra a força e a consistência desse movimento, essencial para garantir competitividade e abastecimento nos mercados interno e externo”, destacou o presidente executivo da entidade, João Dornellas, em nota.
BRASIL NO MERCADO MUNDIAL
Desde o ano de 2022, o País ocupa a posição de líder mundial na exportação de alimentos industrializados, em volume. Apenas no ano passado, foram 80,3 milhões de toneladas, 10,4% acima do apurado em 2023. No acumulado de 2024, com essas vendas, o Brasil alcançou o patamar recorde de US$ 66,3 bilhões, valor 6,6% acima do verificado no ano anterior, de US$ 62,2 bilhões.
Os principais mercados de exportação dos produtos brasileiros em 2024 foram Ásia (38,7% das exportações, destaque para a China, com participação de 14,9%), seguida da Liga Árabe (18,9%) e da União Europeia (12,6%). Os itens que lideram a lista são carnes (US$ 26,2 bilhões); produtos do açúcar (US$ 18,9 bilhões); produtos de soja (US$ 10,7 bilhões); óleos e gorduras (US$ 2,3 bilhões); e sucos e preparações vegetais, (US$ 3,7 bilhões).
