Para 2025, a carteira de crédito no país deverá crescer 8,5%. Os dados são da Pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgados nesta última segunda-feira (17). Em dezembro do ano passado, a expectativa da entidade era de um crescimento de 9% do crédito no ano corrente. No ano de 2024, o crescimento do crédito foi de 10,9%, conforme o Banco Central.
Para o diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, os resultados devem gerar, por exemplo, uma alta na inflação, na qual a maioria (47,6%) dos entrevistados entende que deve ficar próxima a 5,5%. Já sobre o Produto Interno Bruto (PIB), pouco mais da metade (52,4%) dos participantes segue projetando alta em torno de 2% em 2025.
“O resultado reflete a piora do cenário econômico, com expectativa de uma inflação maior e, consequentemente, juros mais altos também ao longo do ano. O desempenho efetivo do crédito dependerá do cenário fiscal e de outras variáveis relevantes, que poderão alterar a perspectiva atual”, destacou o
Conforme destacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última segunda-feira (17), o atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real. “O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro.
No entanto, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano. Conforme o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.
TAXAS
O levantamento, feito com executivos de 21 bancos, entre os dias 5 e 10 de fevereiro, aponta ainda que a maioria dos entrevistados (76,2%) disse esperar que a taxa Selic suba além de 14,25% em 2025.
Já a expectativa para a taxa de câmbio é de ligeira depreciação ao longo do ano, com o dólar atingindo R$ 5,95 até setembro. Na pesquisa anterior, os entrevistados enxergavam que o câmbio ficaria próximo do nível de R$ 6.
