O Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), oferece o serviço de fisioterapia para bebês recém-nascidos de risco, que passam por um cuidado que pode chegar até os dois anos de vida. Pais, mães e cuidadores são auxiliados, por meio de orientações no Seguimento Ambulatorial ao Recém-Nascido de Risco, sobre estímulos adequados para cada fase. A iniciativa ajuda ainda a fortalecer o vínculo familiar no processo de cuidado e crescimento da criança.
Nas sessões, os movimentos são diversos, para um lado, para o outro. As texturas despertam sensações na criança e estimulam o desenvolvimento motor. O seguimento ambulatorial é considerado a melhor estratégia para acompanhar o desenvolvimento dos recém-nascidos de risco. Ou seja, as crianças com risco para atraso motor são encaminhadas pela equipe de pediatras e geneticista para o acompanhamento.
O atendimento da Fisioterapia, por meio do Seguimento Ambulatorial ao Recém Nascido de Risco, é destinado apenas a bebês nascidos na maternidade do HGCC e funciona em dois turnos semanais, sendo um deles realizado acompanhado da Fonoaudiologia.
Segundo a fisioterapeuta Taynne Rodrigues Norões, o trabalho é realizado por um conjunto de profissionais especializados. “O atendimento consiste em avaliações longitudinais sistematizadas com equipe multiprofissional ou interdisciplinares, dentre essas a Fisioterapia, a fim identificar e prevenir atrasos, anormalidades transitórias ou permanentes”, explica a fisioterapeuta Taynne Rodrigues Norões.
“Mensalmente, o desenvolvimento motor dos bebês é avaliado com base nos marcos do desenvolvimento motor e se está adequado para a idade. São observados aspectos relacionados ao tônus, alinhamento biomecânico/postural, movimentação, equilíbrio e coordenação.”, completa Taynne.
Dentro do Seguimento Ambulatorial, a Fisioterapia define ações e condutas, dentro da sua área de atuação, que auxiliam a evolução de cada caso, além de orientar famílias e cuidadores, para que também participem do processo.
IMPACTOS
São diversas mães e bebês impactados pelo serviço. Uma delas é a Larissa Kelly Gomes da Silva, mãe de Pietro Kauê, que passou um mês e oito dias na Unidade Neonatal do HGCC. Para ela, a iniciativa foi essencial para os cuidados com o filho. “Eu acho muito importante porque esse acompanhamento ajuda com dicas para a gente acompanhar o desenvolvimento do bebê”, afirmou a mãe.
O serviço de fisioterapia, aliado às orientações dos profissionais, são uma maneira de encontrar a melhor estratégia para o fortalecimento da atenção das mães com os bebês em casa. “Eu sou sozinha, minha mãe trabalha, meu marido trabalha em São Paulo. Mas, depois da consulta, eu vou me dedicar mais, ainda mais depois das cobranças (da fisioterapeuta), vou fazer muito mais”, complementou Kelly.
Segundo Sandra Mara Benevides Caracas, coordenadora de Fisioterapia Neonatal, o acompanhamento proporciona uma série de benefícios para os bebês ao viabilizar a identificação precoce de alterações motoras, permitindo intervenções imediatas e específicas logo após detectadas. “Essa abordagem antecipada ajuda a minimizar os impactos que o desenvolvimento motor atípico pode gerar, promovendo um desenvolvimento mais alinhado aos marcos esperados”, aponta.
“O Serviço de Fisioterapia está estruturado para auxiliar pais e cuidadores a oferecer orientações sobre os estímulos adequados para cada fase. Possibilita que ajustes e adaptações sejam realizados no dia a dia. O acompanhamento contribui para uma evolução motora mais saudável e harmoniosa, com impactos positivos no longo prazo para a qualidade de vida e o bem-estar dos bebês”, finaliza Caracas.
