O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira (17) a retomada da indústria naval brasileira e da exploração de gás e petróleo. As duas iniciativas, anunciadas pelo presidente Lula (PT), ocorreram em evento no Terminal de Angra dos Reis (Tebig). Na ocasião, foi lançada a segunda licitação do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras, para a aquisição de oito navios gaseiros, e da assinatura de protocolos de intenção para o reaproveitamento de plataformas da Petrobras em fase de desmobilização.
Durante a solenidade, o presidente Lula defendeu a Petrobras. “A Petrobras é do Brasil e tem a vocação de ajudar no desenvolvimento do País”, afirmou, durante a cerimônia. Na ocasião, ele destacou também que a empresa auxilia o Brasil na industrialização, na pesquisa e na geração de emprego, e criticou quem se posiciona contra a estatal.
A licitação para o Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras é composta por dois lotes. Um deles contempla cinco navios, sendo três com capacidade de 7 mil metros cúbicos (m³) e duas de 14 mil m³. Os gaseiros – tipo de embarcação – serão do tipo pressurizado, destinados ao transporte de GLP, o famoso “gás de cozinha” e seus derivados. Já o outro lote tem previsão para adquirir três gaseiros com capacidade de 10 mil m³.
A diferença está no tipo de embarcação, no modelo semi refrigerado, em que também poderá ser transportada a amônia, produto que, atualmente, não é movimentado pela Petrobras Transporte S.A (Transpetro), empresa de transporte e logística de combustíveis.
Os editais não poderão ser vencidos pelo mesmo estaleiro ou consórcio. Como informou o Governo, a concorrência vai permitir a participação de todos os estaleiros que atendam a critérios técnicos e estabelecidos no edital. Às empresas interessadas, foi dado o prazo de 90 dias para elas apresentarem suas propostas. O primeiro gaseiro deve ser lançado em até 30 meses após a formalização do contrato, já os demais, sucessivamente a cada seis meses.
A expectativa é de que os navios – aptos a operar em portos eletrificados – sejam mais eficientes em até 20% em relação ao consumo e 30% em relação à redução de emissões de gases de efeito estufa.
