O Ceará deverá receber uma fábrica para reaproveitar o substrato de coco, oriundo das fibras dos frutos e que pode ser utilizado em sementeiros e hortas. Nesta segunda-feira (17), foi realizada uma reunião entre a secretária estadual do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Vilma Freire, e executivos da Oboya Horticulture Industries, empresa chinesa que será responsável pelo empreendimento. O encontro teve como objetivo discutir possíveis parcerias e projetos no âmbito do Programa Auxílio Catador.
Para o empreendimento, está prevista a produção de 80 mil toneladas/ano entre os produtos fibra de coco, chips de coco e sacos de cultivo, tendo como foco principal a exportação, totalizando cerca de 4.000 contêineres de 40 pés/ano, com estimativa de faturamento de R$ 12 milhões por ano.
O projeto ainda está em fase de implantação, por isso, ainda não há informações sobre possível localização do empreendimento ou previsão para que seja instalado. Conforme informado pelo Governo do Ceará, o material residual da casca coco é reaproveitado apenas em 10% das oportunidades, enquanto em 90%, é descartado de forma inadequada na natureza.
Durante a reunião, Vilma destacou a importância do projeto para o Estado, não apenas pelo desenvolvimento econômico, mas também pelos benefícios ambientais decorrentes do reaproveitamento de resíduos. “Este é um passo significativo para o Ceará, que além de gerar emprego e renda, contribui diretamente para a preservação do meio ambiente. A parceria com a Oboya Horticulture é fundamental para fortalecer a economia circular no estado”, afirmou a secretária.
Também participaram do encontro o empresário Robert WU; o CEO da empresa, George Restrepo; a gerente comercial Isabela Canuto; e a secretária de gestão e planejamento interno da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), Karyna Leal. Estiveram presentes, ainda, o coordenador Fábio Gusmão e a técnica Renata Martins, ambos da Coordenadoria de Desenvolvimento Sustentável da Sema.
