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Antes de reunião com RC, Lupi frisa que o PDT “jamais apoiará um candidato da direita”

O presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (14) que o partido “jamais apoiará um candidato da direita”, tanto no Ceará como em qualquer outra Unidade da Federação (UF). A fala ocorreu antes de reunião dos dirigentes nacionais da sigla com parte da legenda que, no Estado, está alinhada à oposição ao Governo. Além de quatro deputados estaduais, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, é outro pedetista que está alinhado a Capitão Wagner (União Brasil) e André Fernandes (PL). Os três discutem a possibilidade de lançar uma chapa conjunta em 2026.

Segundo Lupi, não existe hipótese em que o PDT irá migrar para a direita. “Isso significa a luta pela democracia. Isso significa a manutenção da nossa história, nossa biografia. Repito uma frase de Brizola: o torturado jamais fica do lado do torturador”, afirmou. Ainda de acordo com o dirigente partidário, os seus correligionários não podem estar ao lado dos “herdeiros” da ditadura instaurada no Brasil em 1964.

“Sofrer como nós sofremos, o revés de uma ditadura, o regime de arbítrio, o autoritarismo, de prisão, cassação, [o PDT] jamais poderá estar ao lado dos herdeiros desse pensamento. Com a direita, nós não iremos”, pontuou.

Ainda de acordo com ele, no entanto, não há problema em um partido ou liderança da direita garantir apoio a um candidato do PDT. “Aí é outra discussão”, ressaltou. “O piloto do caminhão tem que ser nós. Na boleia, pode vir quem quiser”, completou.

Apesar da declaração de Lupi, Roberto Cláudio tem articulado possível candidatura para o Governo do Ceará ou para o Senado. A postulância, inclusive, receberia apoio do PL e parte do União Brasil. Em uma chapa conjunta, Wagner pode ser o candidato a outro cargo que não seja postulado por RC. André Fernandes, devido à idade, não poderá concorrer nem ao Executivo estadual, nem a uma cadeira no Senado Federal.