Na manhã desta quinta-feira (13), foram anunciados os integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, o vereador Léo Couto (PSB). Uma das matérias que devem ser analisadas pelo Conselho é o caso do vereador Inspetor Alberto (PL), alvo de pedidos de cassação do seu mandato devido a um vídeo em que aparece segurando um porco pelas orelhas, em que faz menção ao então candidato e hoje prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT).
Conforme anunciou Couto, o colegiado vai contar com sete integrantes. São eles: Professor Enilson (Cidadania), Luciano Girão (PDT), Julierme Sena (PL), Carla Ibiapina (DC), Márcio Martins (União Brasil), Erich Douglas (PSD) e Ana Aracapé (Avante). Márcio Martins está licenciado e Erich Douglas deve se licenciar ainda neste mandato para assumir a Secretaria Estadual de Proteção Animal (Sepa). O pessedista, aliás, tem como principal pauta a proteção animal e criticou a conduta de Alberto durante o segundo turno das eleições em Fortaleza. Já dentre os aliados de Alberto, se encontra o vereador Julierme Sena.
A postura do vereador do PL, durante a campanha, gerou, além de pedidos de cassação do seu mandato, denúncias à Polícia Civil do Ceará (PCCE) por suspeita de ameaça de morte a Evandro, em um outro vídeo, e maus-tratos de animais. Sobre o caso do porco, o parlamentar foi multado no valor de R$ 3 mil pela Diretoria de Fiscalização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
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Entre os parlamentares que se posicionaram está o deputado federal Célio Studart (PSD), que formalizou o pedido de cassação do mandato do vereador e é aliado de Erich Douglas na defesa dos animais. Outros agentes políticos também pedem punição pela conduta do Inspetor, como o vereador Gabriel Biologia (Psol), as vereadoras Adriana Gerônimo (Psol) e Adriana Almeida (PT), além dos deputados estaduais Renato Roseno (Psol), Larissa Gaspar (PT), Apollo Vicz (PSD), Agenor Neto (MDB), Martinha Brandão (Cidadania), Jô Farias (PT) e De Assis Diniz (PT). Ademais, 42 entidades da sociedade civil assinaram um dos pedidos de cassação do vereador.
