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Lula defende ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e aponta repasse para os “mais ricos”

Nas visitas à Rússia e à China, o presidente Lula buscará reforçar as parcerias comerciais com os dois países. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente Lula (PT) defendeu o plano de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e afirmou que para quem ganha até R$ 5 mil é uma questão de justiça social. Segundo Lula, o aumento da massa salarial, associada a uma redução no preço dos alimentos, trará ganhos e flexibilidade orçamentária à população. O pronunciamento foi dado em entrevista, nesta quinta-feira (6), concedida às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia.

“O que nós queremos é fazer justiça social. Tenho certeza de que o Congresso Nacional aprovará porque todo mundo está preocupado com a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, disse o presidente.

O presidente ainda acrescentou que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal trabalham com o objetivo de repassar este valor de isenção para pessoas com rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil, os custos desta medida.

“Estão procurando a compensação junto às pessoas que ganham mais, que são as pessoas mais ricas, porque, no Brasil, quando uma empresa distribui dividendo, o cara que recebe bilhões em dividendo não paga imposto de renda. É assim no mundo inteiro. É assim na Suécia, na Alemanha, na Inglaterra e em qualquer país do mundo”, argumentou.

Vale ressaltar que o aumento do salário mínimo e da massa salarial dos trabalhadores são promessas de campanha do presidente. Apesar dos altos números da inflação, ele reafirmou que os atuais índices inflacionários estão melhores do que os registrados no governo anterior. “Basta comparar a inflação desses dois anos do meu governo, de 7,6%, com os dois primeiros anos do Bolsonaro, que foi 27,4%”, citou.

Lula ainda disse que a alta dos alimentos se deve a fatores como o aumento do dólar e reafirmou que seu governo está trabalhando para garantir que o preço dos alimentos retorne a um patamar razoável. “Estamos conversando com os empresários e utilizando a competência da Fazenda e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para encontrarmos uma solução visando reduzir esses preços”, finalizou.