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Israel segue Trump e se retira do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Israel encerrou sua participação no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O país vai seguir os Estados Unidos, que deixaram o órgão oficialmente na terça-feira (4), após assinatura de decreto por parte do presidente Donald Trump, e informou que irá retirar sua colaboração, disse o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, nesta quinta-feira (6).

O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, acusa as Nações Unidas de discriminação e propaganda antissemita. Essa ação aumenta os ruídos internacionais, já que o anúncio de Trump foi feito no dia em que ele se encontrou com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, momento em que o americano sinalizou que os EUA poderiam “assumir” o controle da Faixa de Gaza, deslocando os palestinos da região e transformá-la em uma espécie de área turística chamada de “Riviera do Oriente Médio“.

“Tradicionalmente, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas tem, por um lado, protegido aqueles que violam os direitos humanos e, por outro, demonizado obsessivamente a única democracia do Oriente Médio: Israel”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar.

Após o anúncio de Donald Trump, o número um da Casa Branca fez alguns esclarecimentos: em primeiro lugar, que não havia se comprometido com o envio de soldados estadunidenses para Gaza e especificando que a realocação dos palestinos para outros países será temporária para realizar a beneficiação do território.

Vale ressaltar que, ainda na administração de Joe Biden, os EUA já haviam parado de financiar a UNRWA, depois de denúncias por parte de Israel de que funcionários da organização haviam participado do ataque terrorista promovido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.