Socorro Acioli, Ana Miranda, Jarid Arraes, Andrea del Fuego, Stenio Gardel, Lira Neto e Jeferson Tenório. A lista de autores, majoritariamente feminina, faz parte da primeira leva de atrações da XV Bienal Internacional do Livro do Ceará. Realizada pela Secretaria da Cultura do Estado, a ação foi lançada oficialmente na manhã desta quinta-feira (6), na Biblioteca do Estado do Ceará (Bece). Com o tema “Das fogueiras ao fogo das palavras: mulheres, resistência e literatura”, a Bienal acontece entre os dias 4 e 13 de abril, no Centro de Eventos do Ceará. A programação, como aconteceu em outras edições, será inteiramente gratuita.
A “autoria” da Bienal é feminina. A ação é coordenada por Maura Isidório, responsável pela Célula de Livro, Leitura e Literatura e coordenadora de Formação, Livro e Leitura da Secult-CE. Quatro escritoras assinam a curadoria: Sarah Diva Ipiranga, professora aposentada da Universidade Estadual do Ceará e uma das referências cearenses no estudo da literatura; Nina Rizzi, historiadora, editora, poeta, professora e tradutora; Amara Moira, escritora, feminista e crítica literária; e Trudruá Dorrico, escritora indígena, da etnia Macuxi, e doutora em teoria literária.
“A ideia da Secretaria de trazer esse quatro mulheres como curadoras é afirmar que esse tempo (de invizibilização das mulheres) está passando, que essa essa interdição que foi dada às mulheres nesse espaço da literatura não será mais aceita”, disse a secretária da Cultura, Luisa Cela, adiantando a posição política da ação.
Pluralidade feminina será um dos temas centrais do evento, que já adianta discussões sobre o papel das mulheres na sociedade, a resistência contra violências históricas, as identidades da diversidade e étnicas do País.
