Ao longo das próximas semanas, o governo federal deve publicar um novo edital do Concurso Público Nacional Unificado (CNU). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (5), pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra.
Com o resultado do último CNU divulgado ainda nesta semana, a ministra foi questionada se existia alguma previsão de lançamento para um novo edital do concurso e, segundo ela, o novo edital deve chegar até o final de março.
“O edital será no primeiro trimestre. A gente espera que talvez ali até o finalzinho do primeiro trimestre. A prova, a gente gostaria de repetir em agosto, mas ainda não se sabe se vai ser possível por conta do prazo do edital. Depois do que infelizmente aconteceu no Rio Grande do Sul, fizemos um mapa hidrológico no Brasil e descobrimos que agosto é o mês de menor incidência de chuvas,” explicou Esther.
“Vamos autorizar alguns concursos agora, mas poucos. Precisamos da aprovação final da LOA (Lei Orçamentária Anual) para ter a dimensão exata do recurso disponível este ano para novos concursos. Por isso, nosso cronograma está um pouco atrasado em relação ao que gostaríamos diante da não aprovação da LOA”, disse. A previsão é que a votação, no Congresso Nacional, ocorra no dia 10 de março.
De acordo com a ministra, a segunda carreira envolve desenvolvimento socioeconômico e temas como desenvolvimento regional, agrário e econômico. “É uma carreira bastante ampla, que também abarca um pool grande de formações. Na Medida Provisória que enviamos para a criação de 750 vagas, tanto a carreira anterior quanto essa”, disse.
“Com certeza, queremos fazer concurso para duas novas carreiras que foram criadas“. Uma delas está ligada à área de defesa, justiça e segurança, a pedido do ministro da Defesa, José Múcio. “É um ministério civil, porém, sem uma carreira própria”, explicou a ministra ao destacar que a proposta é criar carreiras transversais.
Antes de finalizar, Esther acrescentou que ambas as carreiras vão atrair mais pessoas, principalmente por serem novas e possuírem uma média salarial intermediária, mas bastante atrativa. “A gente imagina que haverá grande demanda por essas duas carreiras”, enfatizou. Segundo a ministra, ambas são de nível superior, com salário igual ao de analista técnico de políticas públicas.
