O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou na manhã desta quinta-feira (30) que não interessa a ele discutir as Eleições Gerais de 2026 neste ano de 2025. Segundo ele, a construção das chapas para Governo, Senado e para os deputados estaduais e federais deve ocorrer apenas a partir do mês de junho do próximo ano. “Aprendi que, na política, uma das coisas mais certas é tomar as decisões na hora certa. Uma decisão certa na hora errada, muitas vezes, é errada”, disse.
A fala ocorreu durante um café da manhã com a imprensa cearense, no Palácio da Abolição. O chefe do Executivo ressaltou, na ocasião, que o cargo que ocupa o condiciona a participar ativamente do processo de decisão das chapas para o pleito. “Agora, a vida me ensinou que, como governador, primeiro ele busca entregar o que ele se comprometeu”, frisou, destacando a importância de ter entregas importantes neste último biênio de seu mandato.
Como completou, pensar nas eleições agora poderia causar conflito entre a base aliada. “Tenho nomes para o Senado. Se eu for pensar no Senado agora, a única coisa que eu vou conseguir é conflito dentro das nossas forças, porque a decisão não vai ser tomada agora”, afirmou, lembrando que as duas vagas para o Senado devem ser um dos cargos mais disputados. Dentre os aliados do Governo, pelo menos quatro nomes despontam como pré-candidatos às vagas: o senador Cid Gomes (PSB), o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos) e os deputados federais José Guimarães (PT) e Eunício Oliveira (MDB).
“Não tem sentido tomar decisão agora. Para que eu vou fazer a discussão de algo que não vai ser feito agora, sabendo que ela só gera conflito na nossa base aliada? É razoável que deixemos para fazer isso no momento adequado da decisão”, acrescentou.
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Ainda na conversa, o petista reconheceu que as discussões sobre o cenário já acontecem nos bastidores, mas que a chapa somente vai ser construída após a análise dos resultados das políticas desenvolvidas nos seus dois últimos anos de Governo e a depender do cenário nacional. Sobre este último ponto, Elmano destacou que as pesquisas sobre a avaliação do presidente Lula (PT) serão importantes para a construção das chapas, além da possibilidade de novas federações surgirem entre os partidos.
O chefe do Executivo frisou que a atenção vai estar voltada também para a montagem das chapas para deputado federal – importante no cenário político-partidário por conta da cláusula de barreira. Para o próximo ano, o partido que não conseguir pelo menos 13 deputados federais ou 2,5% dos votos válidos – sendo, no mínimo, 1,5% em nove estados -, não terá direito a tempo de TV e fundo partidário nas próximas eleições.
“Cada partido quer fazer um número de deputados federais, isso gera disputa de áreas entre as bases parlamentares. Os partidos têm muito interesse, em âmbito nacional, de fazer deputado federal, porque grande parte das regras leva isso como critério. Todo mundo atento a qual a chapa que determinado partido vai ter para federal”, frisou.
