O Ceará registrou um crescimento de 7,8% em 2024, comparado ao ano anterior. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que apontou também um saldo de 56.231 de carteiras assinadas.
Conforme o Novo Caged, o saldo apresentado pelo Ceará em 2024 é a relação entre o número de admitidos (614.833) e o de demitidos (558.602). O nível total do emprego formal foi de 1.409.565 empregos com carteira assinada, o que representa uma ampliação de 4,15% em relação ao ano anterior, resultado superior ao nacional, que foi de 3,72%.
O secretário estadual do Trabalho, Vladyson Viana, ressaltou a importância do resultado acima da média do país, e pontuou a continuidade de políticas de ampliação de empregos formais no Estado.
“Já era esperada a sazonalidade do mês de dezembro, que tradicionalmente apresenta saldo negativo, e, mesmo assim, apresentamos um crescimento superior ao de 2023. Além disso, o número de pessoas com carteira assinada no Ceará cresceu acima da média nacional. Vamos continuar trabalhando para ampliar a geração de empregos em 2025 e alcançar resultados ainda melhores”, destacou Viana.
SETORES E REGIÕES
Segundo o levantamento, o setor que mais se destacou foi o de Serviços, com 27.641 novos empregos, seguido por Indústria (13.557) e Comércio (11.870). No setor de serviços, o ano contou com crescimento significativo dos postos de trabalho nos subsetores Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (11.247) e Administração pública (9.718). Na indústria, nos segmentos de couros, produtos alimentícios e vestuários.
Nas regiões do Estado, no acumulado para 2024, os municípios com a maior geração de empregos formais são Fortaleza (28.496), Juazeiro do Norte (3.608), Sobral (3.105), Maracanaú (2.559) e Horizonte (2.285).
INDÚSTRIA
Além disso, o número de empregos formais gerados pela indústria cearense foi o maior registrado entre os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro- Oeste do Brasil em 2024. Com saldo de 13.557 empregos, o Estado ainda ocupa a sexta colocação no ranking nacional de postos de trabalho no setor industrial no acumulado do mesmo ano.
O governador do Estado do Ceará, Elmano de Freitas (PT), comemorou o resultado estadual, que nos últimos dez anos, é o segundo melhor da indústria cearense, atrás apenas de 2021, cujo saldo de empregos foi de 13.941.
“O excelente desempenho da indústria cearense é resultado de um trabalho eficiente de atração de novas empresas e de fortalecimento das já instaladas em nosso estado. Com uma política consistente de incentivos, o Governo do Ceará tem atuado com o compromisso de gerar mais oportunidades para o nosso povo”, disse o governador Elmano de Freitas.
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Conforme outro levantamento, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae Ceará), a partir também de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e novembro de 2024, os pequenos negócios foram responsáveis por 78% do saldo de empregos formais do Ceará. Do saldo total de 62.312 empregos criados no Estado no período, 48.603 foram gerados pelas micro e pequenas empresas.
Já as Médias e Grandes Empresas (MGE), no acumulado dos 11 primeiros meses do ano passado, registraram um saldo de 9.092 contratações com carteira assinada. Em seguida, aparecem as pessoas físicas e entidades sem fins lucrativos, com 4.158 contratações formais, e por fim a Administração Pública, com 459 empregos gerados no Ceará. Para o superintendente do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo, os resultados representam a importância do papel central ocupado pelos pequenos negócios para a geração de emprego e renda no Ceará e no Brasil.
