Os professores de Fortaleza aprovaram, na Assembleia Geral do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) nesta quarta-feira (29), o reajuste de anunciado pelo prefeito Evandro Leitão (PT) de 6,27% no Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, com efeito retroativo a 1º de janeiro. O projeto do reajuste já deve ser enviado à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) na próxima semana. Ainda na Assembleia, os profissionais da educação ressaltaram, no entanto, que ainda há outras reivindicações.
Durante o encontro da categoria, foram definidos encaminhamentos estratégicos para dar continuidade à mobilização. Dentre as principais deliberações, destacam-se: paralisação na próxima segunda-feira (3), data do retorno dos trabalhos na Câmara Municipal, para “pressionar a aprovação do reajuste e outras pautas prioritárias da categoria”; e aprovação de um calendário de paralisações mensais, com o objetivo de “reforçar a luta contínua pelos direitos dos trabalhadores em educação”.
“O Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e destaca que a mobilização segue firme para garantir cada uma dessas pautas. A paralisação no dia 3 de fevereiro será um momento crucial para pressionar o poder público a atender às reivindicações da categoria”, destaca o Sindicato.
Além disso, devem ser criados dois Grupos de Trabalho (GTs), um interno, para tratar sobre pautas diretamente com a Secretaria Municipal da Educação (SME), e outro interinstitucional, voltado à articulação com outros órgãos do Município. Após a Assembleia, os professores retornam às escolas para o início da semana pedagógica, nesta quarta-feira (29).
Confira as outras demandas dos profissionais
- Aplicação do índice do piso salarial para assistentes e secretários escolares do grupo de Apoio à Docência;
- Reposição da inflação para funcionários de escolas, agentes administrativos e servidores da SME;
- Reajuste do Vale-Alimentação/GDI;
- Elevação do teto de isenção previdenciária para o teto do INSS e devolução do confisco dos 14%;
- Progressão por Tempo de Serviço e Qualificação em julho/2025;
- Concurso público para o Magistério, Apoio à Docência e funcionários de escolas;
- Enquadramento dos agentes administrativos da educação no PCCS;
- Rateio dos precatórios com correção, juros e isenção de impostos;
- Garantia do abono de férias para todo o magistério via acordo judicial;
- Revisão do PCCS da Educação, considerando a ampliação da carreira e a inclusão dos funcionários da educação;
- Seleção e eleição de diretores escolares com participação da comunidade;
- Regime celetista para professores e assistentes substitutos;
- Ampliação e pagamento dos lotes de Pecúnia.
