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Embaixada do Brasil é atacada por multidão descontrolada na República do Congo

A embaixada do Brasil em Kinshasa, na República Democrática do Congo, foi alvo de ataques criminosos por integrantes do grupo M23, que tomaram controle do aeroporto da maior cidade do país. Além da embaixada brasileira, diversas representações diplomáticas estrangeiras foram atacadas na capital do país. As informações foram divulgadas, em nota, pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE), na última terça-feira (28).

Na nota, o Itamaraty manifestou grave preocupação com os ataques e citou o “princípio básico da inviolabilidade das missões diplomáticas e a obrigação ativa de o país anfitrião garantir proteção ao pessoal da missão e a suas instalações”. A diplomacia brasileira informou que os funcionários da embaixada brasileira estão bem.

Anteriormente, o governo brasileiro já havia manifestado preocupação com o recrudescimento da violência no leste da RDC, principalmente na cidade de Goma, devidos os ataques registrados naquele país contra tropas de missão da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, que teriam resultado na morte de 13 de seus integrantes.

Para entender melhor o caso, em uma ofensiva que deixou corpos espalhados pelas ruas, integrantes do grupo M23 tomaram controle do aeroporto da maior cidade do país, Goma, após a captura da cidade. Goma fica no extremo leste do país, na divisa com Ruanda, e a mais de 2 mil quilômetros de distância da capital Kinshsa, localizada no extremo oeste do país.

Em meio a disputas pelo controle dos recursos minerais do país, a violência no país atingiu a maior escalada desde 2012, neste conflito que já dura três décadas. Além de ser rica em ouro, a região possui minerais essenciais para a produção de celulares e baterias para veículos elétricos.