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AGU afirma que o Governo Federal não vai se omitir após decisões anunciadas pela Meta

Segundo cálculos da AGU, cerca de 200 pessoas participaram da audiência pública. Foto: Emanuelle Sena/ Ascom AGU

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, disse, durante audiência pública em Brasília, motivada pela alteração de políticas de moderação de publicações da Meta, controladora do Facebook, WhatsApp, Instagram e Threads, que o Estado não vai se omitir após decisões da empresa. “A omissão não é uma opção para este governo. Estamos preocupados em proteger a sociedade brasileira”, afirmou. Ele defendeu que o Estado é responsável pela segurança não apenas nas ruas. “Nós temos o compromisso de segurança em todas as vias, inclusive nas digitais”, acrescentou.

As plataformas digitais convidadas para a audiência não apareceram para a audiência, que ocorreu na tarde, desta quarta-feira (22), e contou com a participação de pesquisadores do tema e membros de diferentes grupos da sociedade.

O AGU disse que a decisão sobre essas mudanças da política de exclusão de conteúdos preconceituosos, inclusive, afetam a vida de milhões de brasileiros.

“Nós não podemos desconhecer que as plataformas digitais, para além de entretenimento, representam uma via importante de informação das pessoas”, salientou Jorge Messias.

PROTEÇÃO

Para o ministro, diante dessas novas políticas nas redes, é necessário proteção de crianças e adolescentes, empresários que utilizam as redes sociais para negócios, os consumidores e a sociedade em geral para a prática de crimes. “Infelizmente, nós temos que constatar que as redes são utilizadas também para a prática de crimes de toda a ordem”, lembrou.

Jorge Messias defendeu a audiência pública, afirmando que serve para uma tomada de argumentos e subsídios, a partir da fala dos especialistas. Ele explicou que o conteúdo também será encaminhado ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele garantiu que não existe, por parte do Governo Federal, um pré-julgamento de nenhuma rede, acrescentando que há interesse de dialogar e trabalhar em cooperação com todas as plataformas. O ministro ponderou que a ausência na audiência pública por parte dos representantes da empresa não interdita o debate.

Com informações da Agência Brasil.