Menu

Heitor Férrer critica MP sobre investigação de deputado estadual: “Dar nome aos bois”

Deputado estadual Heitor Férrer. Foto: Junior Pio/Alece

O deputado estadual Heitor Férrer (União Brasil), que retorna à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) neste ano, cobrou que seja divulgado o nome de deputado estadual que teria envolvimento com agiota e que está sendo investigado pelo Ministério Público do Ceará. Nesta segunda-feira (20), o MPCE divulgou que um parlamentar da Assembleia é investigado pela suspeita de utilizar recursos destinados ao pagamento de seus assessores para pagar um advogado que atuava como agiota. Ao OPINIÃO CE, o MPCE informou que mais informações não poderiam ser repassadas, já que o processo está sob sigilo.

Conforme Heitor, se a investigação é sigilosa, o MP cearense não deveria ter publicado a matéria em seu site oficial. “Teria que aguardar todas as investigações para chegar a um nome e divulgar à imprensa e ao Estado como um todo”. Já que publicou, no entanto, ele pede que o nome seja divulgado. “Sem o nome estabelecido, fica a suspeição sobre todos os deputados do Ceará. Isso é inaceitável”, disse.

“Portanto, tem que ‘dar nome aos bois’, já que a matéria foi divulgada”, completou Heitor Férrer, cobrando a divulgação do nome do parlamentar.

A INVESTIGAÇÃO

Conforme o MPCE, nesta segunda-feira (20), oito mandados foram cumpridos nas residências dos suspeitos, nos municípios de Fortaleza e Maracanaú, e resultaram na apreensão de celulares, computadores e documentos. A investigação vem sendo levada pela Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (Procap).

Conforme o MP, o parlamentar é suspeito de utilizar os valores de seus assessores para realizar empréstimos financeiros para pagar dívida feita por ele junto ao agiota. Posteriormente, ainda conforme as investigações, o deputado oferecia cargos de assessor parlamentar no gabinete dele para o advogado indicar nomes. Em troca, os assessores “fantasmas”, já lotados no gabinete do deputado, repassavam parte dos salários recebidos para pagar as dívidas feitas pelo deputado ao advogado.

Os mandados correspondem à segunda fase da Operação “Simulatio”, que investiga o caso desde 2023. Nesta nova etapa, as investigações se concentraram no núcleo operacional do esquema, atingindo os funcionários fantasmas que repassaram os valores para os agiotas.