O Ceará registrou o segundo melhor desempenho dentre as Unidades Federativas (UFs) do Brasil em relação à produção industrial, no período que compreende o início de 2024 ao mês de novembro. O crescimento foi de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14). O índice cearense superou a média nacional, de 3,2%, em 5,1 pontos percentuais. Em relação à média do Nordeste, o Ceará teve uma diferença de 6 pp em comparação aos 2,3%.
No Ceará, o crescimento foi puxado pela alta em segmentos como fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, em 29,9%, fabricação de produtos têxteis, em 27,6%, confecção de artigos do vestuário e acessórios, em 22,8%, preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, 22,4%, além de 11,8% na metalurgia e 7,3% na fabricação de bebidas.
Outros quatro segmentos, no entanto, tiveram queda no Ceará, como na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14,7%), na fabricação de produtos químicos (-10%), na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (4,6%) e na fabricação de produtos alimentícios (2,7%).
Por meio das redes sociais, o governador Elmano de Freitas (PT) comemorou o resultado.
“O excelente desempenho da indústria cearense, que se destaca nacionalmente, é resultado de uma política de incentivos eficiente, voltada para atrair novas empresas e fortalecer as que já estão em operação no Estado. Seguiremos trabalhando para impulsionar ainda mais o crescimento econômico do Ceará e garantir mais empregos para a nossa população”, disse.
A única UF que superou o Ceará no período foi o Rio Grande do Norte, com 10,6% de crescimento. Abaixo do índice cearense, aparecem outros 14 estados. São eles: Santa Catarina (7,3%), Pará (6%), Mato Grosso (4,9%), Mato Grosso do Sul (4,7%), Paraná (4,2%), Pernambuco (4,1%), São Paulo (3,4%), Maranhão (3,2%), Goiás (3,1%), Amazonas (3%), Minas Gerais (2,9%), Bahia (2,6%), Rio de Janeiro (0,6%), Espírito Santo (- 0,8%).
