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Caso do Inspetor Alberto: Léo Couto afirma que “matérias que estão na casa vão ter andamento”

Questionado sobre a conduta do vereador Inspetor Alberto (PL), que teve o pedido de cassação do seu mandato protocolado por diversos vereadores, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Léo Couto (PSB), afirmou que após voltarem do recesso, em fevereiro, “as matérias que estão na casa vão ter andamento e seguir o ritmo normal”, disse o vereador. A afirmação foi feita, nesta quinta-feira (9), em coletiva de imprensa, realizada antes da sessão extraordinária, que convocou os vereadores para votarem pela revogação da taxa de lixo. A reunião, que acontece durante o recesso parlamentar, havia sido solicitada pelo prefeito Evandro Leitão (PT). 

“Voltaremos do recesso em fevereiro e todas essas matérias que estão na casa vão ter andamento, procedimento, e seguir o ritmo normal”, disse o presidente da CMFor, Léo Couto. 

Durante a campanha do segundo turno, nas Eleições Municipais de 2024, a postura do vereador de extrema-direita gerou diversas pedidos de cassação do seu mandato junto à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) e denúncias na Polícia Civil (PCCE) por suspeita de ameaça de morte e maus-tratos de animais. A repercussão se deu a partir de dois vídeos: no primeiro, dirigindo-se para a câmera, o vereador mandara o então candidato petista “preparar o caixão”; no segundo, Inspetor Alberto aparecia segurando um porco pelas orelhas e dizendo “você vai para panela”, além de fazer referência a Evandro Leitão (PT). O vereador do PL chegou a ser multado no valor de R$ 3 mil pela Diretoria de Fiscalização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). 

Entre os parlamentares que se posicionaram está o deputado federal Célio Studart (PSD), que formalizou o pedido de cassação do mandato do vereador. Outros políticos também pedem punição pela conduta do Inspetor, como o vereador Gabriel Biologia (Psol), as vereadoras Adriana Gerônimo (Psol) e Adriana Almeida (PT), além dos deputados estaduais Renato Roseno (Psol), Larissa Gaspar (PT), Apollo Vicz (PSD), Agenor Neto (MDB), Marta Brandão (Cidadania), Jô Farias (PT) e De Assis Diniz (PT). Ainda 42 entidades da sociedade civil assinaram o pedido de cassação do vereador Inspetor Alberto.