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Gestão Sarto: Segurança, Saúde e Limpeza Urbana são as áreas mais mal avaliadas

Pesquisa do Instituto Opinião mostra uma má avaliação do eleitorado em relação ao prefeito José Sarto (PDT), que deixa a Prefeitura nesta terça-feira (31). As áreas da Segurança (18%), Limpeza Pública (16%) e Saúde (14%) têm as piores avaliações da gestão quando o eleitor é questionado sobre onde foi o erro da administração em Fortaleza. Para 17% dos entrevistados, o atual prefeito “abandonou a cidade”. A pesquisa ouviu 800 pessoas entre quinta-feira (26) e este domingo (29). O pedetista tentou a reeleição no pleito deste ano, no entanto, não conseguiu chegar sequer ao segundo turno. A implantação da Taxa do Lixo, segundo avaliações feitas por analistas políticos, foi uma das causas da derrota de Sarto nas urnas.

O balanço também mostra que quase 80% dos fortalezenses consideram a gestão do atual prefeito como ruim ou péssima. A pessoa do prefeito não tem boa avaliação, tendo em vista que 79% o consideram ruim ou péssimo. A avaliação ruim pode estar associada ao fato de Sarto ter externado neutralidade com relação aos candidatos que disputaram o segundo turno, no caso, o representante da direita, André Fernandes (PL), e Evandro Leitão (PT), que foi eleito por uma margem pequena de votos, na mais acirrada eleição das capitais brasileiras.
Segundo o levantamento do Instituto Opinião, 8% dos habitantes da Capital acham que a gestão de Sarto é ótima; 12% disseram que é boa; 42% ruim, 35% disseram achar péssima e 3% não souberam ou não quiseram responder. Sobre José Sarto, 6% dos entrevistados disseram que ele é uma ótima pessoa, 10% que é boa; 36%, ruim; 43%, péssima; e 5% não sabem ou não responderam.

FIM DA GESTÃO

O prefeito também tem sido criticado pelo desempenho nos últimos dias de mandato. Sarto tem acumulado crises em setores considerados fundamentais, como o da saúde. Em coletiva na última semana, o prefeito eleito de Fortaleza, Evandro Leitão, também revelou que a gestão Sarto deixará pelo menos R$ 400 milhões em dívidas com fornecedores – valores que, segundo Evandro, serão maiores – e de R$ 100 milhões com o Instituto Dr. José Frota (IJF), o maior hospital de emergência da gestão municipal.

Sobre o déficit com os fornecedores, o petista destacou que o valor será maior, pois os R$ 400 milhões já empenhados como saldo de dívida foio que deu para ser detectado pela sua equipe de transição, já que a equipe de transição de Sarto não estaria divulgando todas as informações.

Também na coletiva, Evandro revelou que terá R$ 1 bilhão oriundo de empréstimos em 2025, fruto de operações de crédito enviados pelo Legislativo pelas gestões anteriores. O valor já está previsto no Orçamento do ano. O petista ressaltou, na ocasião, que muitas das contratações foram junto a bancos nacionais, em que as taxas de juros são superiores às instituições financeiras internacionais, o que o preocupa para o pagamento dos valores. Até o final da sua gestão, em 2028, o futuro gestor detalhou que a Prefeitura terá R$ 3,2 bilhões contratados em empréstimos.

Pelas redes sociais, Sarto respondeu às acusações de tentar “inviabilizar”. Sobre o IJF, Sarto afirmou que o hospital custa cerca de R$ 50 milhões mensais para a Prefeitura e que, apesar de “metade dos pacientes serem do Interior”, o Governo do Estado vinha repassando cerca de R$ 6 milhões por mês. Sobre os empréstimos, o prefeito destacou que são “recursos para investimentos, para aplicar em obras da cidade”. “É para isso que serve o dinheiro público. Para melhorar a vida das pessoas. Será que Leitão está com medo de encarar o desafio?”, escreveu.