O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), respondeu às críticas feitas pelo prefeito eleito da capital cearense, Evandro Leitão (PT), em coletiva nesta sexta-feira (27). Na ocasião, o petista acusou Sarto de tentar “inviabilizar” o futuro governo neste final de sua gestão. O pedetista negou e, em texto publicado em suas redes sociais, comentou sobre as principais denúncias feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
Um dos temas mais quentes da política cearense nos últimos meses, a situação crítica do Instituto Dr. José Frota (IJF), maior hospital de emergência da Prefeitura, foi citada por Evandro durante a coletiva, que denunciou uma dívida de R$ 100 milhões por parte do governo municipal. Em resposta, Sarto afirmou que o hospital custa cerca de R$ 50 milhões todo mês para a Prefeitura e que, apesar de “metade dos pacientes serem do Interior”, o Governo do Estado vinha repassando cerca de R$ 6 milhões por mês.
“É claro que essa conta não fecha. 50% dos pacientes são de fora de Fortaleza, mas o governador só paga por 10%. Por que o Leitão não cobra do governador do PT uma partilha justa desse orçamento?”, respondeu Sarto.
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Na coletiva de Evandro, o petista afirmou que a Prefeitura de Fortaleza contará com R$ 1 bilhão oriundo de empréstimos em 2025, fruto de operações de crédito enviados pelo Legislativo pelas gestões anteriores, como a de Sarto. O valor, já previsto no Orçamento do ano, foi detalhado pelo atual prefeito como “recursos para investimentos, para aplicar em obras da cidade”. “É para isso que serve o dinheiro público. Para melhorar a vida das pessoas. Será que Leitão está com medo de encarar o desafio?”, escreveu.
Ainda no texto, o prefeito também lembrou da convocação de servidores para o IJF e para a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), situação que Evandro comentou em sua coletiva, citando falta de planejamento e um “ingrediente político” para a convocação dos servidores públicos no fim da gestão. Sarto respondeu: “Ele me criticou por convocar 540 novos servidores públicos concursados nas áreas da saúde e da segurança pública. Eu deveria descumprir os editais, por acaso? Na minha gestão, nestes quatro anos, eu contratei 6 mil servidores por concursos públicos. Esses homens e mulheres não “inviabilizam” a administração, como afirmou Leitão. Na verdade, são esses profissionais que cuidam da nossa cidade. Um prefeito deveria saber disso. Ele quer administrar sem servidores?”.
Já sobre a aprovação de um reajuste no subsídio para as empresas de transporte coletivo, que passou de R$ 158 milhões a R$ 248 milhões, Sarto disse que o reajuste ocorreu para que não houvesse aumento no valor das passagens, já que o governador Elmano de Freitas (PT) teria “cortado os repasses” para Fortaleza. “Será que o Leitão também vai cortar os repasses e reajustar as tarifas?”, finalizou.
