O presidente do Ceará Sporting Clube, João Paulo Silva, está sendo investigado por supostamente emitir mais de R$ 45 milhões em notas falsas. Segundo investigações da Polícia Civil, ele e outras oito pessoas teriam emitido diversas notas utilizadas para serem apresentadas a fundos de investimento e eram canceladas em até 72 horas.
Durante a ocasião, em 2023, o time estava rebaixado e sem caixa, por isso, o contrato com a Estrela Bet foi de grande ajuda para a captação de recursos. Ao saber do que era feito, a casa de apostas alegou que a prática era criminosa e rompeu o contrato com o clube, de forma unilateral, e acusou o time de cometer crimes.
O presidente do time e os outros oito são investigados por suspeita de formação de quadrilha, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. As outras pessoas que participaram ainda não foram apresentadas. João Paulo é ex-diretor financeiro do clube e assumiu a liderança no ano passado, em meio a uma crise financeira.
A polícia investiga se o contrato com a Estrela Bet, assinado e rompido em 2023, era usado para uma manobra financeira que emitiu R$ 45 milhões em notas frias no ano passado. No último dia 9, uma reunião com conselheiros foi realizada para que o presidente expusesse os fatos, entretanto, os participantes disseram que detalhes não foram apresentados.
Em entrevista à “Folha”, João Paulo admitiu emitir as notas e depois as cancelava, mas negou que isso seja irregular.
O relatório dos investigadores aponta que, somente em 2023, o Ceará realizou 40 termos de cessão de crédito, uma espécie de empréstimo, a maior parte deles junto a três fundos da gestora CVPAR. A empresa empresta um valor ao clube, cobrando uma taxa, com base em uma nota emitida de um valor que o clube teria a receber da Estrela Bet. Posteriormente, essa nota era cancelada.
