A deputada estadual Doutora Silvana (PL) se reuniu, nesta quarta-feira (18), com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e prefeito eleito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e com o líder do governo, Romeu Aldigueri (PDT), e solicitou o recuo do projeto de lei que permite a distribuição de bíblias nas bibliotecas das escolas do Ceará, de autoria do deputado Pastor Luiz Henrique (Republicanos). Ao OPINIÃO CE, a parlamentar alegou que a decisão “coloca a bíblia refém da lei de estado” e que é necessário “deixar do jeito que está”.
O movimento vem após o governador incluir no projeto original a inserção de livros sagrados de outras religiões. Em entrevista ao OPINIÃO CE antes das eleições 2024, Elmano já havia defendido a medida.
Além da Doutora Silvana, também participaram da reunião o presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB, João Clemente, o presidente da ordem dos ministros evangélicos, Pastor Paixão, e o professor Cândido, que preside o Conselho dos Conservadores Cristãos. Segundo a deputada, “é um entendimento comum da igreja” a oposição ao projeto.
“É um entendimento comum da igreja, o nosso desejo é que se recue a mensagem. Vamos deixar como está. A igreja livre e a manifestação de fé livre. Esse é o nosso entendimento”, afirmou a deputada.
Conforme a deputada, o projeto de lei “contraria o desejo da igreja”, já que seria um “Cavalo de Troia” para permitir outras manifestações de fé no Estado. Ela ainda revelou que firmou com o presidente da Alece, Evandro Leitão, para que ele entrasse em contato com o autor da proposta para recuar o andamento do projeto, que já recebeu aceno favorável do governador Elmano de Freitas (PT).
Em entrevista ao OPINIÃO CE, o deputado Luiz Henrique, autor do projeto de lei, afirmou que “vivemos em um estado laico” e que “todas as religiões são bem-vindas”. “No nosso Ceará, 80% ou 90% da população é cristã. O que importa é ter a bíblia sagrada nos acervos das bibliotecas das escolas”. Ele ainda informa que esteve em contato com Evandro recentemente, que afirmou que a proposta segue em trâmite nas comissões.
