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O orçamento do Ceará deixa pouco para o povo

O Governo do Ceará gasta grande parte do seu orçamento pagando super-salários, salários e encargos. O custo da folha consome metade dos R$ 41 bilhões previstos para o ano de 2025.

O grande volume de recursos para manter a máquina faz falta para engrandecer áreas fundamentais, como educação, cultura e assistência social. Resultado: o Estado vai gastar com segurança pública quase o mesmo valor com educação e saúde. Serão R$ 5 bilhões na segurança e educação e R$ 7 bilhões na saúde.

As três áreas estão interligadas. O jovem não estuda e entra para facções, o crime. A polícia gasta mais para conter a violência entre bandidos que, feridos, vão parar nos hospitais, consumindo verbas da saúde e do judiciário. Estamos andando em círculos. É preciso investir mais em educação e cultura para evitar gastos com segurança, judiciário e saúde.

A peça orçamentária será votada até sexta-feira (20). Ela não pode mais ser alterada em profundidade. Só um pacto entre os poderes deverá resolver a grave situação vivida nas periferias, onde a justiça não chega, a educação não atinge metas e na saúde faltam vagas nos hospitais para o resultado da violência.

Felipe Mota: “A serra vai derreter”

O deputado Felipe Mota fez uma denúncia grave, que serve de alerta aos prefeitos e órgãos ambientais. Segundo o parlamentar, o desmatamento do Maciço de Baturité está atingindo níveis insuportáveis e os desmoronamentos poderão ter consequências graves no próximo inverno, se chover forte. “A serra será um grande ponto de invasão de terra, vai derreter”, advertiu.

O aparelho judiciário cearense custa R$ 3,4 bilhões

O aparelho judiciário cearense está custando uma fortuna: R$ 3,4 bilhões. Além da verba orçamentária, fatura com receitas por ações judiciárias pagas pelo contribuinte. O rateio ajuda a bancar os super-salários. O contribuinte precisa acessar o Portal da Transparência e o Diário da Justiça. Os valores estão no orçamento de 2025.

O TCE custa meio bilhão de reais

Os Tribunais de Contas dos Estados e da União são cabides de empregos. Além de ser lugar de “arquivar” amigos, para quando precisar ativá-los, serve para empregar em cargos de conselheiro e ministro vitalício os que já não podem ser usados na política. Palavras de Getúlio Vargas. O TCE do Ceará já custa R$ 500 milhões. O ex-deputado Heitor Férrer, que voltará ao parlamento, é responsável direto pelo pagamento de sete conselheiros em disponibilidade, que recebem sem trabalhar. O custo do TCE está dentro do orçamento da Alece.

Deputado Moses Rodrigues busca texto de consenso na PEC do pacote fiscal

Relator da PEC do Pacote Fiscal do governo Lula, que acaba super-salários no STF, STJ, TRFs, Ministério Público e Defensoria Pública e revisa aposentadorias de deficientes e idosos, o chamado BCP, o deputado cearense Moses Rodrigues, um parlamentar moderado, busca acordo para economizar R$ 70 bilhões para reduzir o déficit fiscal. Deve conseguir.