O Governo do Ceará publicou decreto que cria o Projeto Semeando a Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste (UGP Sertão Vivo), que destinará R$ 251,6 milhões para o desenvolvimento da agricultura familiar do Estado.
Em agosto, o Ceará assinou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo o primeiro estado brasileiro a assinar o contrato para financiamento dos projetos do Programa Sertão Vivo. O programa busca beneficiar mais de 63 mil famílias e a produção rural em 72 municípios com alta vulnerabilidade social, climática, hídrica ou alimentar. A solenidade foi realizada em agosto, na sede do banco, no Rio de Janeiro, e contou com a presença do governador Elmano de Freitas (PT).

O Sertão Vivo será realizado pelo Estado, por meio da SDA, em parceria com o BNDES e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), secretarias municipais de Agricultura, universidades, movimentos e organizações sociais, também estarão diretamente envolvidas na execução.
Com a implementação do projeto, serão implantados sistemas de produção resilientes a mudanças climáticas e construídos reservatórios de água para uso na lavoura, como cisternas, trincheiras e barragens subterrâneas. Estas ações visam a redução da pobreza rural, garantindo o acesso à água e a elevação do padrão de vida dos agricultores familiares.
