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Profissionais denunciam falta de pagamentos e de medicamentos no Hospital da Mulher

O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, nesta terça-feira (3), um ofício ao secretário de Saúde de Fortaleza, Galeno Taumaturgo, denunciando os casos recorrentes de desabastecimento de água na sede do Programa Melhor em Casa, principalmente para as Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD), localizada próxima ao Hospital da Mulher. Conforme denúncias, o local ficou sem água no último sábado (30), normalizando a situação na segunda-feira (2).

Porém, a instituição voltou a apresentar a falta de água novamente nesta terça-feira. Também foi relatado que as entradas que dão acesso ao Hospital da Mulher estão trancadas. 

“Solicitamos a intervenção urgente da Secretaria de Saúde de Fortaleza, no sentido de garantir o abastecimento contínuo de água à sede do EMAD e a liberação dos acessos ao Hospital da Mulher quando necessário, com o objetivo de restabelecer as condições mínimas para a continuidade dos serviços prestados à população”, destacou Dr. Luigi Morais, presidente interino do Sindicato dos Médicos.

Também na terça, o Ministério Público do Ceará cobrou explicações sobre as denúncias, incluindo possíveis atrasos em pagamentos de funcionários, falta de medicamentos e insumos, fechamentos de UTIs e cancelamentos de cirurgias.

No ofício, a promotora de Justiça Ana Cláudia Uchoa requereu que a administração do hospital informe, em até cinco dias, a relação de todos os medicamentos e insumos utilizados pela unidade, apresentando a situação atual de estoque de cada item. Para efeito comparativo, o hospital ainda deverá apresentar o consumo médio mensal e o consumo de cada item listado entre os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024, com as quantidades existentes em estoque à época.

O MP do Ceará ainda cobrou que a unidade apresente a lista atualizada de quantas e quais cirurgias ocorreram nos últimos seis meses no hospital e quantas e quais foram canceladas nesse mesmo período; quantos leitos de UTI estão funcionando atualmente e quantos estão fechados; e a relação dos profissionais que trabalham no hospital e os que estão com seus pagamentos em atraso.

FALTA DE EQUIPAMENTO

O Sindicato dos Médicos também denunciou, no último dia 18 de novembro, a falta de Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC) no Hospital e Maternidade Dra. Zilda Arns, o Hospital da Mulher, em Fortaleza. O equipamento em questão é fundamental para administração de medicamentos em recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A ausência do PICC coloca em risco a vida de bebês prematuros e com complicações de saúde, já que impede a realização de procedimentos. A falta do material chegou a ocasionar a paralisação de internações na UTIN.

“A direção do hospital já foi informada sobre a gravidade da situação, mas até o momento não foram tomadas as medidas necessárias para resolver o problema. A falta do PICC é um problema sério que compromete a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes. É preciso agir com urgência para garantir que todos os recém-nascidos tenham acesso aos cuidados adequados”, afirma o presidente interino do Sindicato dos Médicos do Ceará. 

A instituição é um dos 10 hospitais da rede pública municipal de saúde, oferecendo 16 especialidades médicas, incluindo ginecologia, cirurgia geral, traumatologia e cirurgia vascular, além de fornecer exames e serviços como banco de leite, leitos neonatais, salas para pré-parto e parto natural. 

Em nota, enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que “o insumo que encontrava-se em falta já foi reposto na unidade hospitalar, e os leitos de Unidade de Terapia Intensiva neonatal estão disponíveis para ocupação“. Conforme o órgão, a falta de água na sede do Programa Melhor em Casa também foi resolvida.

Confira a nota da SMS na íntegra:

“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o Hospital Dra Zilda Arns Neumann (HMDZAM), segue em pleno funcionamento, com atuação de cerca de 1.400 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, técnicos, administrativo, entre outros profissionais. O insumo que encontrava-se em falta já foi reposto na unidade hospitalar, e os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal estão disponíveis para ocupação. Quanto ao desabastecimento de água da sede do Programa Melhor em Casa, a SMS esclarece que o problema já foi solucionado.”