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Operação de combate à violência contra crianças e adolescentes tem mais de 100 prisões no Ceará

Foto: Reprodução/SSPDS

Deflagrada durante todo o mês de novembro em todo o País, a Operação Hagnos resultou em 108 prisões no Ceará realizadas pelas Forças de Segurança do Estado. O objetivo da ação foi combater a violência contra crianças e adolescentes. A operação, realizada entre 1º a 29 de novembro de 2024, foi supervisionada pela Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), da SSPDS, e coordenada, nacionalmente, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

As prisões em flagrante aconteceram em municípios como Fortaleza, Caucaia, Juazeiro do Norte, Horizonte, Saboeiro, Senador Pompeu, Barbalha, Pedra Branca e Jijoca de Jericoacoara. Além das capturas, foram realizadas outras prisões por meio de mandados de prisão. A operação ainda resultou em nove apreensões de adolescentes. Em Paraipaba, uma arma de fogo e munições foram apreendidas.

As ações, sob a diretriz do MJSP, também tiveram a finalidade de prevenir crimes, sendo realizadas 171 ações educativas como palestras em escolas, panfletagem e ações nas mídias digitais. O trabalho de prevenção alcançou um total de 7.865 pessoas em todo o Estado. Os trabalhos realizados ainda contaram com apoio de representantes do Conselho Tutelar dos municípios. 

VIOLÊNCIA NO CEARÁ

A Casa da Criança e do Adolescente do Ceará, única no País e que funciona em regime de plantão 24h em Fortaleza, de julho de 2022 a março de 2024, atendeu 9.598 casos de violência contra crianças e adolescentes. Em 2023, o equipamento atendeu 1.038 vitimas de violência sexual. Neste ano, de janeiro a abril, já foram atendidos 168 casos.

De acordo com relatórios do Observatório de Indicadores dos Direitos Humanos (Oisol), apenas em 2023 foram realizadas 8.787 denúncias sobre violações dos direitos humanos envolvendo crianças e adolescentes no Ceará. Os dados destacam Fortaleza como a cidade do Estado com maior número de casos (4.961), seguida de Caucaia, com 445, e Maracanaú, com 266.

Entre os casos citados, a negligência de direitos e cuidados básicos lidera as denúncias, com 3.136 ocorrências, enquanto a violência psicológica está em segundo lugar, com 1.777 denúncias, seguida da violência física, com 1.507 casos. Dos casos, 734 estão na faixa dos 2 a 4 anos e 726 dos 12 a 14 anos de idade. Do total, 17 vítimas foram registradas como recém-nascidos (até 90 dias).

DENÚNCIAS 

Em relação às denúncias, a população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos da Operação. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, número de WhatsApp pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, no site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico. O sigilo e o anonimato são garantidos.