O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (4) dados de 2023 acerca dos níveis de pobreza no Brasil e nas Unidades da Federação (UFs). A Síntese de Indicadores Sociais (SIS), o levantamento realizado pelo órgão, mostra que 48,7% da população cearense vive abaixo da linha de pobreza, ou seja, possui menos de R$ 50 por dia. A porcentagem, considerando a população cearense também divulgada pelo IBGE de 9,3 milhões, corresponde a mais de 4,5 milhões de pessoas vivendo nestas condições.
Em âmbito nacional, o Brasil possui 27,4% de sua população (59 milhões) abaixo da linha da pobreza. Apesar da quantia alta, essa foi a menor proporção alcançada pelo País desde 2012. Em relação ao ano passado, conforme o IBGE, 8,7 milhões de pessoas saíram da situação da pobreza no Brasil. A população brasileira abaixo da linha da extrema pobreza também alcançou a menor proporção desde 2012. Em 2023, 4,4% dos brasileiros (9,5 milhões) viviam nesta condição. Na comparação, em um ano, cerca de 3,1 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza.
Em hipótese sem a existência dos programas sociais implementados pelo Governo Federal, a proporção de pessoas na extrema pobreza em 2023 teria subido de 4,4% para 11,2%, segundo estudos do IBGE. Já a proporção da população na pobreza teria subido de 27,4% para 32,4%.
Na análise, o IBGE considera os parâmetros do Poder de Paridade de Compra (PPC) a preços internacionais de 2017, adotado pelo Banco Mundial para delimitar o que significa pobreza e extrema pobreza. Conforme a instituição, quem recebe até US$ 2,15 por dia está na situação de extrema pobreza e quem recebe até US$ 6,85 por dia está na situação de pobreza. As linhas são utilizadas para o monitoramento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 (Erradicação da Pobreza) da Organização das Nações Unidas (ONU).
