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Planos fracassados

Agora sabemos. Tramaram matar o presidente da República (na época eleito), o vice-presidente e o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. A trama que queria a morte das autoridades é de responsabilidade de generais do Exército. Além da trama da morte há o plano golpista. Foram indiciadas pela PF 37 pessoas, dentre as quais figura o ex-presidente Bolsonaro, o inelegível.

Que queriam esses oficiais? Que pensavam que podiam fazer? Com as mortes que planejavam executar, realizariam também o golpe de Estado? O então presidente se perpetuaria no poder? Parece que eles não contavam que parte expressiva do Exército não apoiaria o empreendimento golpista. Eles eram uma minoria de aventureiros desorganizados. Como seria o governo ilegítimo e antidemocrático?
E os governadores? E os prefeitos? E a sociedade? E o empresariado? Eles não tinham apoio mínimo suficiente para golpe nenhum.

Mesmo assim, a ideia, a idealização, por mais fajuta que pareça ser, não deixa de ser grave. Pensar em matar não é crime, dizem. Outros poderiam dizer: pensar em dar golpe, também não é. E colocar o que se pensa no papel, esquematizar, fazer reuniões, maquinar, conspirar, tudo isso são ações inocentes? Querem agora amenizar a gravidade do desejo de matar e do desejo golpista. Ah, não era bem assim. Fica fácil abrandar a absurdidade porque felizmente o que enredaram não aconteceu. Ainda bem que fracassaram. Ainda bem que perderam. E ainda bem que foram derrotados democraticamente.

A direita, ou melhor, extrema-direita brasileira tem se mostrado horrenda. Que todos os envolvidos sejam investigados e punidos. Os defensores da democracia, do Estado em que temos direitos, da civilização, da política para o bem comum devem bradar de agora em diante até que a justiça seja feita: sem anistia! Sem mimimi!