“Esse momento é de integração dos dois programas que reforça a importância de ter o Brasil cuidado nas áreas de maior vulnerabilidade, que mais precisam dos profissionais médicos. Esse trabalho continuará com mais vigor e vamos avançando nas possibilidades de fixação de profissionais e de dar o melhor atendimento a nossa população”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Antes, esses mesmos médicos teriam o vínculo com o programa encerrado, porque a gestão anterior não deixou previsão orçamentária para efetivação dos profissionais. Com o anúncio da integração, o Ministério da Saúde garante a fixação dos profissionais a longo prazo, com condições mais eficientes para gestão do programa nos estados e municípios. Com isso, o Governo Federal garante mais cuidado e assistência qualificada para populações em situação de vulnerabilidade social e em locais de difícil acesso.
Devido às mudanças, a AgSUS não contará mais com médicos bolsistas em seu quadro. Esses serão contratados diretamente pelo Ministério da Saúde, de acordo com os editais a serem publicados. Para a integração dos programas de provimento, o Governo Federal investirá R$ 200 milhões a mais em 2025, e R$ 400 milhões em 2026. Com isso, o orçamento do Mais Médicos irá superar R$ 6 bilhões por ano.
REGIÕES PRIORITÁRIAS
Menos de dois anos após a retomada pelo Governo Federal, o programa já alcança cerca de 80% dos 4,9 mil municípios com menos de 52 mil habitantes. Atualmente, o Mais Médicos está presente em 3.901 dessas cidades, garantindo atendimento, principalmente nas regiões de vazio assistencial. O Ministério da Saúde calcula 26,9 milhões de pessoas com acesso à saúde.
Em 2023, o Governo Federal retomou o Mais Médicos para responder ao desafio da presença de profissionais nos municípios distantes dos grandes centros e nas periferias das cidades. O programa avançou, sobretudo, entre os municípios de maior vulnerabilidade social. Mais de 60% dos médicos estão nessas localidades.
