Na manhã desta segunda-feira (25), o governador Elmano de Freitas (PT) assinou e encaminhou à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) o Projeto de Lei que aumenta em 25% o quantitativo de cargos nas instituições de Ensino Superior do Estado. Serão mais de 500 novas vagas para docentes ocupadas, conforme a mensagem. A medida atenderá as Universidades Estadual do Ceará (Uece), Regional do Cariri (Urca) e Estadual do Vale do Acaraú (UVA).
Historicamente, essas instituições sofrem com a carência de professores, a exemplo da Uece. Conforme a Seção Sindical do ANDES na Uuece (Sindiuece), o déficit é de 407 docentes em diversos cursos da instituição.
Elmano destacou que o projeto de lei tem o objetivo de garantir que todos os cursos tenham professores para oferecer aos estudantes a melhor formação e espera o apoio dos deputados para aprimorar a mensagem e aprovar o documento. A mensagem segue para votação na Casa.
“Cumprindo o acordo firmado com os professores das universidades estaduais, assinei projeto de lei que aumenta em 25% o quantitativo de cargos na Uece, Urca e Uva. A medida viabilizará a convocação de aprovados nos últimos concursos, além de possibilitar a promoção e a ascensão funcional de professores do quadro efetivo das instituições”, afirmou o governador em nota em suas redes sociais.
A medida viabiliza a convocação de aprovados nos últimos concursos e a criação de 582 cargos, sendo 283 para a Fundação Universidade Estadual do Ceará (Funece) – que atende a Uece, 156 para a Universidade Regional do Cariri e 143 para a Universidade Estadual do Vale do Acaraú. Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Sindiuece destacou a pressão dos sindicatos das universidades para uma medida efetiva do Estado frente à necessidade de novos cargos.
“A assinatura e o envio do projeto são resultados da atuação sindical nas mesas de negociação do Fórum das Três (Sinduece Sindurca e Sindivua), que pressionou pela celeridade nos acordos firmados durante a última greve. A votação do projeto está prevista para ocorrer na Alece nos próximos dias“, afirmou a instituição.
