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“Tenho que agradecer, porque estou vivo”, diz presidente Lula sobre plano para assassiná-lo

Lula diz que quer um Brasil sem perseguição, sem estímulo ao ódio e à desavença. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comentou nesta quinta-feira (21), sobre os planos para assassiná-lo, em dezembro de 2022, dentro da tentativa de golpe de Estado elaborado por militares. “Eu tenho que agradecer, agora, muito mais porque eu estou vivo. A tentativa de me envenenar, eu e o [vice-presidente, Geraldo] Alckmin, não deu certo, nós estamos aqui”, disse.

A declaração do presidente Lula foi dada no Palácio do Planalto, durante cerimônia para apresentação de revisão de contratos de concessão de rodovias e atração de investimentos privados em infraestrutura de transporte.

“É esse país, companheiros, sem perseguição, sem o estímulo do ódio, sem o estímulo da desavença que a gente precisa construir. E eu não quero envenenar ninguém, eu não quero nem perseguir ninguém. A única coisa que eu quero é, quando terminar o meu mandato, que a gente desmoralize com números aqueles que governaram antes de nós. Eu quero medir com números quem fez mais escola, quem cuidou dos mais dos pobres, quem fez mais estradas, mais pontes, quem pagou mais salário mínimo nesse país, é isso que eu quero medir porque é isso que conta no resultado da governança”, disse o Presidente.

GOLPE

Na última terça-feira (19), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para desarticular organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula após o pleito de 2022. O plano que incluía o assassinato de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin foi impresso no Palácio do Planalto, em novembro daquele ano.

O documento golpista previa o envenenamento, o uso de explosivos e armamento pesado para neutralizar Lula, Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes, que à época presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apontado como um dos mais radicais defensores do golpe de Estado, o general Mário Fernandes afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu aval para um plano golpista até 31 de dezembro de 2022. O militar foi um dos presos pela PF durante a Operação Contragolpe, deflagrada na terça-feira.

A investigação apontou ainda que um gabinete de crise seria instalado após assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes. Os agentes da Polícia Federal descobriram que um núcleo de militares, formado após as eleições presidenciais de 2022, utilizou-se de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações criminosas.

Com informações da Agência Brasil.