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Ceará tem mais de 630 mil mulheres registradas como sócias de empresas ou empresárias

O Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino é celebrado nesta terça-feira (19) e busca destacar e valorizar as mulheres como protagonistas no campo empresarial. De acordo com dados da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), o Estado conta com 631.259 mulheres registradas como sócias de empresas ou empresárias, apresentando uma crescente no protagonismo feminino no cenário empreendedor cearense.

Os números divulgados revelam a força e o papel central das mulheres nos mais diversos setores produtivos do Estado, com destaque para os segmentos de serviços (342.679 sócias), comércio (333.977 sócias) e indústria (105.547 sócias). Embora os números de atividades comerciais e de segmentos não sejam somáveis, já que muitas empreendedoras atuam em mais de uma área, a tendência é que o empreendedorismo feminino continue crescendo e se diversificando.

Dentre as atividades com maior número de sócias mulheres, o comércio varejista de vestuário se destaca, com 107.977 registros, seguido pelo comércio varejista de cosméticos (67.596) e de mercadorias em geral (44.839). Essas áreas, especialmente no varejo, têm se mostrado espaços estratégicos para o empreendedorismo feminino, alinhados com as necessidades de consumo e as tendências do mercado.

Eduardo Jereissati, presidente da Jucec, ressalta a importância do protagonismo feminino no fortalecimento da economia do Ceará. “O crescimento das mulheres como empreendedoras no Estado é um reflexo do emponderamento e da capacidade de adaptação das mulheres. Elas têm demonstrado cada vez mais o potencial de transformar suas realidades e contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento econômico e social do Ceará”, apontou.

A trajetória de Natália Coelho, empreendedora e educadora física de 40 anos, é um exemplo inspirador para diversas mulheres. Ela começou sua jornada como microempreendedora individual (MEI), atuando como consultora esportiva e personal trainer. No entanto, foi durante a pandemia de covid-19, ao perceber a necessidade de profissionalizar seus serviços, que ela decidiu expandir seu negócio.

A decisão de empreender durante a pandemia surgiu de uma experiência social. “Nós começamos a fazer trabalhos sociais durante o período de quarentena. A partir desse momento, percebi que deveria expandir meus serviços para um grupo maior”, relembra.

O cenário atual se mostra favorável para as mulheres empreendedoras no Ceará. Com a crescente busca por formalização e profissionalização, elas têm se consolidado como protagonistas da economia local. Além disso, iniciativas como o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino ressaltam a importância de apoiar e incentivar o crescimento de mulheres nos negócios.

DIFERENÇA NA REMUNERAÇÃO

Além do crescimento no número de empreendedoras, as mulheres também vêm reduzido a diferença de rendimento para os homens. Um levantamento feito pelo Sebrae a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) mostra que, entre 2019 e 2023, o rendimento das mulheres à frente de uma empresa no País cresceu 5,7% contra 4,5% dos homens, reduzindo a desigualdade de rendimento entre esses dois públicos de 32% para 30%. Enquanto os homens, no quarto trimestre de 2023 tinham uma remuneração média de R$ 3.432, as mulheres ganhavam R$ 2.634.

A pesquisa do Sebrae também mostra que, no período analisado, o rendimento médio real dos donos de negócios com nível superior caiu 8,1%, enquanto cresceram os rendimentos dos sem instrução (29,1%), fundamental (6,1%) e médio (6,4%). Ainda assim, os empreendedores com formação universitária ganhavam 6,1 vezes a mais que os sem instrução.