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“Não participação do PSB nas decisões incomodou Cid”, diz Lia Gomes

Lia Gomes (PDT) acredita que o grupo liderado por seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), não lançará candidato a presidente da Alece. Foto: Junior Pio/ Alece

A deputada estadual Lia Gomes (PDT) disse que a “concentração” de poder político do PT no Ceará já vinha causando incômodo ao irmão dela, o senador Cid Gomes (PSB), ao ponto de, neste fim de semana, ele anunciar o rompimento com o grupo formado pelo governador Elmano de Freitas e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, ambos do Partido dos Trabalhadores. O rompimento se deu mais em face de o grupo de Elmano e Camilo ter anunciado apoio à candidatura de Fernando Santana (PT) à presidência da Assembleia Legislativa (Alece).

“Ele [Cid Gomes] vinha se incomodando com a não participação do PSB nas decisões políticas [do Estado]. Ele achava que deveria ter sido indicado um nome do PSB ou de outros da base do Governo que não fosse do PT”, disse a parlamentar ao OPINIÃO CE neste domingo (17).

Cid Gomes avaliou que a decisão sobre a sucessão de Evandro Leitão (PT) na Presidência da Alece deveria ter sido discutida com toda a base de apoio do governo de Elmano de Freitas, porém, o que ocorreu, na avaliação do senador, foi uma decisão solitária. Indagada se a decisão foi do governador ou do ministro da Educação, Lia Gomes esclareceu que está se referindo ao PT. “Estamos nos referido ao PT sobre essa decisão [solitária], não da pessoa de um político”, ressaltou Lia Gomes.

A deputada disse não ter como avaliar, no momento, se o grupo liderado por Cid Gomes poderá reatar as relações com o PT. A deputada estadual falou que ainda é cedo para fazer prognósticos. Sobre a possibilidade de o grupo lançar candidato à Presidência da Alece, Lia Gomes disse não acreditar. “Creio que não lançará candidatura”, afirmou, sem, no entanto, dizer se o grupo apoiará o deputado Fernando Santana.